Vejam essa capa do jornal britânico The Independent do dia 21/06/2006:
À esquerda, os países a favor do cessar-fogo entre Israel e Líbano.
À direita, os que são contra.
A minoria está prevalecendo nesse caso.
Estranha matemática...
Antes de iniciar mais esse post, devo dizer que o fato de eu estar subdividindo o blog em pequenas colunas sob tópicos identificados está deixando o mesmo bem mais organizado. Fica mais fácil para mim nortear melhor os assuntos do blog, além de ajudar a manter minhas idéias em ordem. Para quem já mantém esse blog por quase cinco anos, já passou da hora de fazer algo assim. Vamos ver se consigo levar essa idéia adiante.
Bom, resolvi criar mais essa coluna para comentar o que eu ando lendo de bom em matéria de HQ's. E muita coisa tem mudado no cerne das duas maiores editoras norte-americanas: a DC Comics e a Marvel Entertainment.
Por uma questão de ordem, começarei falando das atuais mudanças no universo DC.
Maxisséries tem sido algo bastante usado pela DC desde a megassaga Crise nas Infinitas Terras, que mexeu com todos os personagens da editora. Mas se tem uma coisa que me incomoda na DC é essa mania de alterar constantemente a origem dos seus Heróis. Desde Crise, vimos a origem do SuperHomem recontada pelo menos três vezes, o mesmo ocorrendo com o Batman e diversos outros personagens. Não acompanho assiduamente as histórias da DC, mas considero isso algo bem irritante.
Mas, voltando às megassagas. Em comemoração aos 20 anos de publicação de Crise nas Infinitas Terras, uma nova Crise foi idealizada e levada às ultimas consequencias nos ultimos meses, tendo sido aos poucos introduzida através de sagas como o retorno do Arqueiro Verde, a volta de Hal Jordan como Lanterna Verde, a revelação da identidade do vilão Capuz Vermelho nas histórias do Batman, a volta da SuperMoça (que havia morrido na primeira Crise) e, finalmente, as principais sagas da editora ano passado: Crise de Identidade (onde é gerada uma séria crise de confiança entre os heróis da DC), Contagem Regressiva para Crise Infinita (iniciada a partir da morte de um grande herói da DC, e descambando em 4 minisséries bastante interessantes, por sinal) e por fim Crise Infinita (que foi na verdade uma espécie de sequência de Crise nas Infinitas Terras). Notem que estou sendo cuidadoso em não revelar grandes detalhes dessas sagas, e para quem quiser ler sobre os os acontecimentos das mesmas (rechado de spoilers), recomendo esse artigo do site A Arca. O que escrevo a seguir são minhas observações pessoais:
Não sei bem se a intenção da DC era apenas a de fazer uma homenagem, ou se acabou meio que se perdendo no meio da produção de Crise Infinita, mas para mim a segunda opção ficou bastante aparente. O final da saga foi meio abrupto, e sem muitas explicações para tudo o que havia ocorrido anteriormente. Por exemplo, não vi muito o impacto dos eventos ocorridos na minissérie Vilões Unidos, que creio ter servido mais para preparar um cenário pós Crise Infinita (que pode ser visto na nova Maxissérie 52). Na prática, o que ocorreu durante e após Crise Infinita parece ser uma quase emulação do que ocorreu durante e após Crise nas Infinitas Terras, porém com menos originalidade e, de certa forma, deixando a DC um pouco mais dark do que antes. Prova disso é o destino de quase todos os personagens que participaram da Liga da Justiça Internacional, na época escrita por Keith Giffen: quase todos tiveram um destino mais ou menos trágico, que nada faz lembrar a aura bem humorada de outrora. Pareciam fazer parte de um passado que a DC deseja esquecer, a exemplo do seriado Camp do Batman nos anos 60 (aquele dos Pow!, Bam! e Ouch!). Não gostei da idéia, achei que houveram mortes desnecessárias, mas ao mesmo tempo, apoio a idéia de uma renovação no Universo DC, principalmente no que se refere ao papel do Batman, SuperHomem e Mulher Maravilha nesse novo mundo, se bem que eu acho que eles funcionam muito melhor em um outro contexto, mas isso é assunto para outro post.
O fato é que um novo reboot foi dado no Universo DC, a exemplo do que ocorreu na primeira Crise. Dizem que isso facilita e muito a vida de quem está iniciando suas coleções agora, mas eu tenho cá minhas dúvidas. Todos sabem que o mercado de quadrinhos nos EUA está em constante declínio, sendo necessárias essas megassagas para chamar bastante a atenção da mídia e aumentar as vendas (afinal, foi para isso que serviram a morte do SuperHomem, Batman paralítico, Homem Aranha de uniforme novo, etc.). A concorrência com as novas mídias não tem sido nada fácil para os quadrinhos, e acho que, a exemplo das empresas fonográficas, é preciso encontrar uma maneira de se adaptar aos novos tempos, caso contrário não há morte ou ressurreição de heróis capaz de salvar a pátria. Não é apenas questão das histórias por vezes mal escritas, mal desenhadas, ou mesmo personagens sem pé nem cabeça e tramas pra lá de novelescas, mas sim um sinal dos tempos. Não é de hoje que os quadrinhos estão meio elitizados e Crise Infinita foi, claramente, direcionada aos verdadeiros fãs dos personagens da DC.
Mais para frente, estarei falando um pouco sobre a Marvel, a saga Civil War, e a repercussão desse evento. Stay tunned.
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em 11:52 Comente aqui: .
Terça-feira, Julho 25, 2006
"Gafes" televisivas
Creio que todos já devem ter visto esse vídeo do Fernando Vanucci grogue. Segundo o mesmo, que se retratou algum tempo depois de ver a repercussão dessas imagens, ele estava sob efeito de medicamentos, com problemas familiares e tal. Isso não apaga o fato de que a produção deveria ter tido o mínimo de bom senso de não deixa-lo ir ao ar nesse estado. Queimou o filme do Vanucci, da Rede TV, e provocou risos por toda a Internet.
Para bagunçar ainda mais o coreto, estreiou na Rede Globo a novela Páginas da Vida que, pelo que andei lendo, logo de cara já criou uma certa polêmica logo em sua estréia, devido a cenas bem picantes em seus primeiros capítulos (com direito a strp-tease da Ana Paula Arósio). Como apelação parece ter se tornado a palavra de ordem da televisão atual, sábado passado (15/07/06) eles colocam uma senhora, com seus quase setenta anos, em um dos tradicionais depoimentos no final do capítulo, falando de como foi sentir orgasmo pela primeira vez, ao ouvir um disco do Roberto Carlos. Nem preciso dizer que no tal depoimento que ela fornece mais detalhes do que o necessário, caso alguém estivesse interessado nisso. A senhora é bastante simples, e narra o fato com tamanha naturalidade que fico imaginando qual seria aintenção do cara que botou esse depoimento no ar. Caso queiram ver o que essa senhora falou, cliquem aqui.
Não são os únicos exemplos de falta de bom senso e semancol da TV brasileira, mas são os mais comentados das duas ultimas semanas no meio virtual. Nao assisto muito televisão, me limito a alguns seriados e telejornais, nunca assisti essa novela, nem acompanho o programa esportivo do Vanucci, mas que foram coisas igualmente vexatórias, isso foi. E pelo alcance que tem a televisão entre a população brasileira, o efeito negativo costuma ser devastador. Sem contar com o descaso que está se tornando cada dia mais patente nessas emissoras, principalmente as abertas. Eu mesmo não entendo o sentido desses modismos passageiros, tipo Rebeldes, Big Brothers, Idolos, ou sei lá o que mais. Bom, não ficarei aqui fazendo campanha tentando convencer as pessoas a assistirem menos TV, isso vai de cada um, mas sinceramente não acho que a maioria da programação atual valha o meu tempo.
Publicado por Morpheus®
em 14:55 Comente aqui: .
Férias!
Acho que é um fato até que comum a gente que vive em São Paulo passar o dia todo com a cabeça repleta de coisas e uma lista de urgências que nunca termina. No meu caso, isso chega num tal ponto que é muito dificil eu conseguir curtir minhas férias apropriadamente, sempre fica algo acumulado para fazer. Passei os ultimos dias numa colônia de férias na Praia Grande, juntamente com minha namorada, e procurei ficar o mais desligado possível dessa nossa correria do dia a dia, e acredito que eu tenha sido razoavelmente bem sucedido. É ótimo ter a mente descansada, poder reavaliar objetivos, e simplesmente curtir o momento ao lado de quem você ama. Não que não tenha aparecido pessoas pedindo minha ajuda no celular para resolver problemas em seus computadores e coisas assim, mas garanto que em 95% do tempo que permaneci na praia, computadores foram as ultimas coisas na qual pensei.
Em suma, a gente não se dá conta do quanto estamos estressados até o momento em que nos permitimos descansar um pouco e colocarmos a cabeça no lugar. Foi muito bom eu poder ficar alguns dias em um lugar tranquilo, sem esse excesso de informações a que me submeto todos os dias (apenas o básico para não pensarem que passei os ultimos dias numa expedição à Marte).
Mas o que é bom nunca dura para sempre. De volta ao trabalho.
Publicado por Morpheus®
em 14:48 Comente aqui: .
Segunda-feira, Julho 17, 2006
Mais um Webgame: MTV Obsessed
Esse aqui é realmente interessante.
Obsessed, na verdade, são vários jogos em Flash reunidos em um só. Através deles, você vai conhecendo a história dos games com o passar dos anos. Você começa jogando Forca, Jo-Ken-Pô e Ligue os Pontos, e vai evoluindo até chegar aos jogos eletrônicos e poder desfrutar de clones de Super Mario Bros, Doom e OutRun. São 16 mini-jogos, divididos em 4 eras: Dark Ages, The Dawn, Golden Ages e finalmente, Modern Age.
E a trilha sonora é fantástica. Recomendado!
É engraçado como em época de eleição, sempre que acontece algo ruim, todo mundo acusa todo mundo, tirando sempre o seu da reta.
Eu só posso achar tais alegações do Bornhausen e do José Serra no mínimo irresponsáveis. Acabam criando um clima de animosidade altamente desnecessário no momento atual.
Aliás, gostaria de fazer algumas observações a respeito:
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Mais uma semana dessa confusão ditada pelo PCC aqui em São Paulo.
Chega a ser estranho. Apesar do medo que as pessoas sentem com essa situação atual, elas estão encarando tudo com mais naturalidade do que da primeira vez que isso ocorreu. São Paulo é uma cidade surpreendente por essa e por outras razões. Como vi uma moça da TV dizer: "Vamos parar de viver por causa disso? Que nada, temos mais é que seguir em frente, não dá para parar..."
E eu concordo com isso.
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Acho que muitos de vocês já devem ter recebido esses e-mails falando de supostas declarações de supostos membros do PCC afirmando que esses ataques criminosos são coordenados pelas FARC's que, nunca foi segredo para ninguém, tem uma ligação intríseca com o MST e o próprio PT. Isso seria apenas a ponta do iceberg de um plano de criação de uma república socialista Sul-Americana, encabeçada por Fidel Castro e Hugo Chaves.
Nunca receberam nada desse naipe? Vocês tem sorte.
Não quero aqui discutir teorias conspiratórias baseadas em achismos ou pura ilusão (ou simples intenção de difundir o caos), porém não posso deixar de salientar que as coisas aqui no Brasil tem andado bem estranhas desde o início do Governo Lula. Não sei bem como explicar, mas é como se tivessem dado carta branca para que os grupos de esquerda, que sempre foram duramente reprimidos em governos passados, fizessem o que bem entendem durante essa gestão. Comentei tempos atrás da minha total indignação contra o ataque contra a fábrica da Aracruz Celulose. Igualmente indignado fiquei com o ataque que o MLST fez ao Congresso Nacional, só que mais admirado fiquei - e ainda estou - com a quase inanição do Governo Federal na hora de tomar uma atitude contra esses atos de afronta à nossa sociedade. É como se, nas entrelinhas, o Governo dissesse: "Tudo bem!".
Não me envergonho de afirmar que eu votei no Lula. Nada tenho contra sua pessoa, mas estou enormemente desapontado com sua gestão. É óbvio que ele não está no controle do que está acontecendo no país, é apenas mais uma marionete no jogo político, um ator de luxo (afirmação meio paradoxal, não?). Se para muitos, programas como o Fome Zero, Bolsa Família e outros são de grande ajuda para as pessoas pobres principalmente do Norte e Nordeste, para mim apenas representa uma forma de paternalismo tão canalha que dificilmente será superada à curto e médio prazo. Não se incentiva às pessoas a fazerem algo para melhorar sua qualidade de vida, incentiva-se sim a que permaneçam como estão, para que continuem a receber auxílio. Muitos dirão que é um programa de incentivo puramente eleitoreiro, mas mesmo para esse fim ele não deixa de ser incrivelmente idiota.
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O que me espanta nesses ataques aqui em São Paulo é a aparente falta de lógica embutida neles.
Sim, queima-se 10, 20, 30 ônibus, as pessoas não conseguem ir trabalhar ou voltar para casa. E ai?
Atira-se em agências bancárias, sem ao menos roubar nada. E ai?
Matam-se policiais e agentes penitenciários. Isso prova exatamente o que?
Colocam bombas em Shoppings, atiram em delegacias e bases policiais, fecham o comércio, aterrorizam as pessoas. E para que?
Tudo isso só pra mostrar que tem força? Pra impedir que seus líderes sejam transferidos de prisão? Creio que isso ocorre o tempo todo não?
Destruir ônibus e queimar bancos não me parece exatamente uma atitude inteligente. É lógico que isso promove o caos, mas também chama a atenção das autoridades constituidas. Para que, afinal de contas, chamar tanta atenção? Isso leva a algum objetivo? Fará com que os líderes da facção criminosa sejam soltos, para que eles possam oficialmente serem declarados os donos da cidade? Eu acho que não.
Muitos devem estar sendo manipulados para que os desejos escusos de um ou outro seja realizado. Sinceramente, não vejo lá muita utilidade nessa demonstração de força, muito pelo contrário.
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O que não me espanta é que nenhuma perua de lotação até hoje foi queimada. Não que eu queira isso...
Publicado por Morpheus®
em 04:41 Comente aqui: .
Essa é para os fãs do seriado de maior sucesso no momento, Lost. Gui Leite (do Musicast) e Bia Kunze (a Garota sem Fio) criaram o LostCast, um podcast onde eles discutem a respeito dos episódios da série Lost. Teorias, curiosidades, detalhes, eles procuram observar cada detalhe dessa série que anda fundindo a cabeça de muita gente. Já estão no ar dois episódios do LostCast. Vale a pena conferir.
"Ah, meu Deus, lá vem mais um daqueles loucos falando daquela série incompreensível!"
É, é verdade, sou mais um dos loucos fãs de Seinfeld. Muita gente pode não achar graça a princípio (eu mesmo não achava muita graça no começo), mas depois que se familiariza com os personagens e suas manias, fica difícil deixar de gostar. Na minha humilde opinião, Seinfeld é uma das melhores comédias feitas até hoje.
E não é por causa do Jerry Seinfeld, não. De todo o elenco, ele é o que menos tem graça (apesar de ser o cara que mais fatura com isso tudo, estilo Renato Aragão e os Trapalhões), e sim por causa dos personagens de apoio: George Constanza, Elaine Beni e Cosmo Kramer. Sem eles, por mais que as situações fossem hilárias, estou certo de que Seinfeld não duraria mais do que 10 episódios.
Do que trata a série? Bem, ela fala sobre...bem...nada!
Isso mesmo, nada!
Não existe um plot central, as situações são as mais corriqueiras possiveis, e em cima delas é que Larry David e Jerry Seinfeld vão montando essa "comédia do dia a dia", envolvendo quatro pessoas solteiras vivendo em Nova York. Coisas tão comuns, como levar a roupa na lavanderia, ir a uma lanchonete ou mesmo estacionar um carro no Shopping já são motivos para os personagens desfilarem suas filosofias pessoais e se envolverem em situações pra lá de hilariantes. E certamente já conhecemos em nosso convívio pessoas como Jerry, Elaine, George e Kramer.
Jerry (que está produzindo, escrevendo e dublando o longa de animação Bee Movie) é o cara metido a sabe tudo, controlado, racional, que fica indignado quando alguém não acha graça em suas piadas, gosta de achar defeitos nos amigos, mas não consegue viver longe deles. Praticamente 80% dos episódios giram em torno dele. Cabe ressaltar que Jerry é um nerd de marca maior, pois gosta de relacionar as coisas que acontecem ao seu redor com episódios de Jornada Nas Estrelas, Star Wars, e principalmente com seu ídolo maior, o Super-Homem. Várias coisas em seu apartamento tem relação com o Homem de Aço, e não é a toa que vemos comparações de um frasco de Ketchup com o Sol Vermelho de Kripton e um de Mostarda com o Sol Amarelo da Terra. Insano!
Elaine (Julia Louis-Dreyfuss, atualmente no ar com o sitcom The New Adventures of Old Christine) é a ex-namorada de Jerry, mas que continua a ser sua grande amiga. Isso não impede que ela tenha um caso aqui e ali com vários pretendentes, mas sempre acaba decepcionada por algum motivo. Ela é hiperativa como poucas mulheres conseguem ser.
George Constanza (Jason Alexander, que ainda aparece esporadicamente na TV americana) é o tipo do amigo ranzinza, encrenceiro, metido, e invejoso que todo mundo tem. Se você levar alguma vantagem no que quer que seja, George também irá querer. E se levar desvantagem, caso George perceba que isso o incluirá no determinado rol, ele irá querer também. É o responsável pela maior parte dos bons momentos da série.
Ah, e tem também o Kramer (Michael Richards, que está cotado para aparecer em A Hora do Rush 3). Um cara estressado, desajeitado, desengonçado, com um jeito meio louco e capaz de surpreender das maneiras mais improváveis possíveis...quem nunca teve um vizinho assim? Garanto que nao era como o Kramer.
Não podemos esquecer dos outros coadjuvantes, sem os quais a série perderia muito do seu brilho. Vão desde o invejoso Newman ("Hello, Newman!"), passando pelos pais de Jerry e os de George, até os mais improváveis, como o Nazista da Sopa, o Bubble Boy e o advogado de Kramer, Jackie Chiles. Sem dúvida, todos atores de grande talento.
Em resumo, Seinfeld trata de quatro pessoas que não pensam muito na conseqüencia das coisas que fazem, e que por causa disso acabam fazendo coisas simples do dia a dia se tornarem verdadeiras odisséias. Pra quem acompanhava a série, são memoráveis os episódios em que eles tentam conseguir uma mesa num restaurante chinês (posteriormente copiado por um sem número de séries e filmes), ou o que Jerry perde seu carro num estacionamento de Shopping (quem nunca passou por isso?). Ou mesmo o que eles inventam as mais variadas artimanhas para poderem comprar uma sopa ("No soup for you!"), e The Deal, em que Jerry e Elaine criam regras para poderem fazer sexo sem quaisquer ressentimentos. Um dos melhores, na minha opinião.
A série foi ao ar pela primeira vez em 1989 e durou até 1998, no auge do seu sucesso. Na minha opinião, uma decisão acertada, pois evitou que a fórmula se desgastasse demais e tornou a série simplesmente memorável.
Para o contentamento dos fãs, e depois de uma longa briga entre os integrantes do elenco, finalmente foram lançados os DVDs com as temporadas de Seinfeld. Se não me engamo, foi lançado até a sexta temporada até agora, todos contendo comentários, cenas deletadas, making-off e depoimentos dos integrantes da série. Nada melhor para se ver, quando se está fazendo...nada.
Muita gente já deve ter se deparado com algumas páginas na net, que funcionam como diretórios de MP3. O G2P é um site que ajuda a localizar esses diretórios, através do Google. Basta digitar o nome do artista e ele retorna os resultados encontrados. Pelo pouco que usei, ele funciona bem para artistas razoavelmente conhecidos. Vale dar uma olhada.
Se alguém me pergunta qual foi o gadget que mais gostei de ter adquirido, eu respondo sem pensar muito: meu MP3 Player.
Sou um aficcionado por música - um dos males de se ter banda larga é que você baixa MP3 convulsivamente e, por tabela, acaba escutando muita coisa diferente - e como ultimamente não tenho parado muito em casa, acabei baixando muita coisa que mal escutei. Um MP3 Player caiu como uma luva para mim - a princípio adquiri um CD Player com suporte a MP3, e posteriormente um desses modelos S1MP3 -, pois agora posso escutar de tudo um pouco onde eu estiver. Tudo bem que não é um IPod, mas alguns fatores (além do financeiro) pesaram na hora de escolher esse modelo mais simples:
- Não gosto da idéia de estar preso a um software para atualizar minha biblioteca de músicas - e o IPod é altamente dependente do ITunes, que considero um ótimo programa, mas que já deu pau aqui no meu micro e deu um trabalhão para que eu conseguisse faze-lo voltar a funcionar;
- É bem mais barato que um IPod da mesma capacidade;
- Meu MP3 Player tem 1 Gb de capacidade, e faz muito bem a função de Pen Drive. Acredite, não sei como hoje em dia, com os arquivos cada dia maiores, a gente possa viver sem um pen drive;
- É prático e discreto. Pode não ter controles tão simples como o do IPod, mas depois que peguei o jeito dos controles do meu MP3 Player, consigo aumentar, diminuir o volume, avançar e retroceder faixas com o aparelho por baixo da camisa, sem muita dificuldade;
- Ótimo para ouvir podcasts;
- Tem um gravador de voz razoável, agenda de telefones ultra-básica e um leitor de arquivos TXT;
- Já falei que é mais barato que um IPod?
Não quero aqui desmerecer quem tem um IPod - hey, é um dos meus objetos de desejo um dia ter um dessses modelos de 30 Gb, mas para quem quer apenas escutar suas músicas favoritas, não é necessário gastar os olhos da cara com um apaelho da moda. É claro que esses MP3 mais simples tem seus defeitos, e não são poucos:
- Gasta muita pilha, dependendo do volume que você usa para escutar suas músicas - nesse caso, um par de pilhas recarregáveis é indispensável;
- Como a maioria dos modelos vendidos na Santa Efigênia e afins são falsificações, a chance de você comprar um aparelho com problemas é grande. Das duas, uma: comprar de uma marca conhecida (como eu fiz) ou arriscar a sorte - lembrando que Foston não é uma marca lá muito confiável, falsificada ou não;
- Ele tem rádio FM, mas não se apegue a isso, pois a recepção é horrível;
- Leva algum tempo para se ter alguma prática com os controles, pois eles não são lá muito intuitivos.
No geral, vale do gosto de cada um o modelo de MP3 Player que vai ser comprado. Quis uma coisa bem simples, por isso optei por esse modelo. Seja ele qual for, na minha opinião vale muito a pena simplesmente pela facilidade oferecida no quesito mobilidade. Mas aviso: é viciante.
Publicado por Morpheus®
em 13:19 Comente aqui: .
Terça-feira, Julho 04, 2006
Podcast Wars
Uma atitude aparentemente mal intencionada do pessoal da revista Info Exame gerou a ira da comunidade Podcaster brasileira.
Semana passada eles lançaram seu próprio podcast semanal com novidades do mundo da tecnologia. O nome: Papotech!
O problema é que Papo Tech é o nome de um conhecido podcast apresentado por João Roberto Gandara e Vinícius Lobo já há um bom tempo, e que faz muito sucesso no meio virtual.
Dezenas de e-mails indignados foram enviados à Info, que rapidamente tratou de alterar o nome do seu podcast para Semana Tech. Sem muito alarde, eles trataram de se desculpar dizendo não saber da existência de um outro podcast chamado Papo Tech. Se isso é realmente verdade ou não, não me cabe julgar, mas uma simples busca no Google retorna dezenas de resultados.
Muitos podcasters, como Bia Kunze (a Garota sem Fio), Mila Juns (Elaspod) e Christian Gurtner (Scriba Café) demonstraram sua indignação em seus respectivos podcasts. Se o pessoal da Info se enganou mesmo, ou agiu de má fé, agora tanto faz, pois de qualquer maneira esse episódio pegou extremamente mal para eles.
Já acompanho o Papotech há algum tempo, e sem dúvida é um dos melhores feitos no país atualmente, abordando o assunto tecnologia, sendo recomendado para todos os que curtem novidades. Já o Semana Tech, escutei semana passada, e também achei um bom podcast. Tudo bem que os apresentadores estão meio verdes na hora de comentar as notícias, mas deu pra notar que pelo menos sobre os assuntos abordados, eles se mantém bastante informados, e demonstram ter opiniões bem interessantes. É um podcast mais técnico e um tanto quanto voltado pra quem já tem algum conhecimento na área, mas vale a pena escutar também.
No mais, acredito que esse episódio só serviu para mostrar o quanto as pessoas estão atentas quanto a esse tipo de situação, e o quanto o Papotech (o legítimo!) é querido pelos seus ouvintes. De certa forma, foi algo gratificante para o J. R. Gandara e Vinícius Lobo se darem conta da fidelidade de seus ouvintes.
E bola pra frente.
Publicado por Morpheus®
em 16:01 Comente aqui: .
Algumas palavras sobre a Seleção Brasileira de Futebol
Eu não estava a fim de escrever nada sobre futebol. Sério mesmo, desde o primeiro jogo, a Seleção Brasileira não me empolgou nem um pouco. E isso porque só assisti, pra valer, os três primeiros jogos. No jogo contra Gana, preferi ficar papeando com alguns coleggas que também estavam sem saco pra ver o jogo, e na partida contra a França...bem, eu tava na Internet, de tão interessante que o jogo estava.
De certa maneira, fiquei feliz com a desclassificação do Brasil. É uma coisa gritante a maneira como a mídia nos desvia a atenção das coisas realmente importantes que ocorrem em nosso país em épocas de Copa do Mundo ou Carnaval. Agora ela instiga a todos para torcerem por Portugal, pelo simples fato dela estar sendo dirigida pelo Luis Felipe Scolari. Nada contra ele ou contra a seleção portuguesa, pra ser sincero o jogo deles contra a Holanda foi talvez o único que eu considerei realmente bom nessa Copa. Porque, no geral, o nível técnico das outras seleções não está lá essas coisas. Mas não é sobre as outras seleções que estou escrevendo aqui, e sim sobre o Brasil.
Agora chegou a hora de achar alguém para colocar a culpa. Domingo, ao comprar o jornal, li sem qualquer surpresa mais uma daquelas colunas "por que a Seleção Brasileira foi desclassificada". Enumeraram vários motivos, entre eles Zidane. Acho que é hora de sermos um pouco mais práticos.
Perdeu porque estava jogando muito mal. Desde quando Croácia, Austrália ou Japão foram seleções para preocupar os brasileiros? Não que eles devessem ser subestimados, mas os jogos deveriam ter sido muito mais simples do que foram. Time pra isso o Brasil tem. Não vou perder meu tempo aqui destacando os defeitos desse, ou daquele outro jogador, e sim o que faltou à maioria dos jogadores em campo:
Garra. Mas para tudo existe um lado bom, não? Chega desse monte de enfeite esquisito nas ruas, chega desses corneteiros chatos a cada 5 minutos, chega do Parreira querendo dar uma de escritor, chega de salto alto dos fenômenos, chega desse patriotismo que só aparece em jogo da Seleção...e, principalmentre, chega dessa mania idiota de querer descobrir que foi o culpado pela derrota da Seleção. O time perdeu, o melhor venceu. Melhor sorte em 2010.
Hey, a vida continua. Vamos lá.
Publicado por Morpheus®
em 15:47 Comente aqui: .