| Quinta-feira, Abril 28, 2005
How Soon Is now?
E minha amiga Karina "Apple" finalmente montou seu Blog. Pensamentos e jogos em Flash a torto e direito. Visitem!
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Discos - Make Believe - Weezer
The Black Álbum
A lendária banda índie Weezer, após um hiato de três anos, volta a lançar um novo trabalho. Make Believe é sem dúvida o CD mais coeso feito por eles, onde as melodias grudentas e os vocais inspírados combinam melhor entre si, mesmo havendo uma diversidade de guitarras levemente distorcidas, canções pop/rock e som dançante. Os vocais de Rivers Cuomo ainda tem aquele estilão anos 60/70, que fizeram a banda debutar com o hit Buddy Holly (do Blue Album, de 1994 - e cujo clipe vinha junto com os CDs do Windows 95, heheheh), mas o estilo da banda está mais para um Pixies misturado com Beach Boys.
Se Malandroit, de 2002, já era um grande álbum, mesmo sendo bem diferente do estilo que a banda sempre usou antes, Make Believe parece uma evolução natural de tudo o que os quatro garotos de Los Angeles com cara de nerds fizeram até hoje. Melodias fáceis, guitarras pesadas e letras simples sempre foram a marca registrada da banda, e dessa vez não foi diferente, só que tudo soa bem melhor. E, sinceramente, demorou para Bervely Hills e Pardon Me tocarem até enjoar nas rádios.
Para mim, um dos melhores discos de 2005, até agora. Cliquem aqui e leiam um review faixa a faixa feita pelo pessoal do site Zona Punk Online.
E, se quiserem fazer o download do videoclip Beverly Hills, cliquem aqui com o botão direito do mouse e depois em "salvar destino como...". Link do blog Ruído Visual.
PS.: Não vou dizer que clicando aqui dá para baixar o álbum completo. Não vou dizer nada. :)
Publicado por Morpheus®
em 23:19 Comente aqui: .
Filmes - Elektra
Nascida para lutar.
Treinada para matar.
Pff...
Olha, apesar de muita gente ter criticado o filme, eu achei ele divertido pelo que se propõe. Esquecível mas divertido. Está anos luz à frente de Mulher Gato e dos dois ultimos Batman. Isso do ponto de vista de quem vai ao cinema afim de assistir apenas mais um filme de ação.
A sensação ao terminarmos de assistir Elektra é de que acabamos de ver o piloto de uma série. As batalhas não foram tão grandiosas quanto poderiam ter sido, e Jennifer Garner (a Sidney, da série Alias), por mais linda que seja, não lembra em nada a minha assassina grega favorita (aliás, pelo que me lembro do filme do Demolidor, nem grega ela deve ser). Mas, em alguns momentos, chegamos até a ter esperança de que veremos algo da Elektra dos quadrinhos na tela. E esses momentos são bastante raros.
Elektra, após ser morta pelo Mercenário no filme Demolidor, é ressucitada pelo ninja cego Stick (interpretado por Terence Stamp, de Superman 1 e 2 e Dead Fish). Apesar de ser uma aluna muito aplicada na arte do ninjitsu, ela é expulsa da ordem ninja de Stick por ter seu coração repleto de ódio. Tempos depois, Elektra ressurge como uma assassina mercenária bastante temida e eficiente. Porém, um dos seus contratos de assassinato a colocarão no caminho de Mark (do elenco de Plantão Médico) e da sua filha de 13 anos, a jovem Abby (Kirsten Prout), que são perseguidos por uma organização ninja chamada de A Mão. Elektra se sente impelida, mesmo contra sua vontade, a proteger os dois, e com isso acaba tedo que se confrontar com traumas do passado, além dos ninjas d'A Mão - Kirigi, Tyfoid, Rocha e Tatoo, que estão determinados a tudo.
Para começar, vou falar da atuação de Garner. Como li num comentário pela net, parecia que ela era a única em cena que sabia sobre quem se tratava o filme. Tanto que achei até que convincentes as cenas de luta e os momentos em que Elektra se mostra mais enigmática. Mas só. Ela acaba na maior parte do tempo agindo mais como uma mãe superprotetora do que como a mais letal assassina do mundo. A introdução (essa sim, muito boa) chega a enganar, mas depois o filme assume um ritmo diversas vezes enfadonho, dando lugar a uma Elektra sentimental demais. Pouco requisitado em tela, Stick até que foi bem caracterizado, se bem que Stamp não foi nada exigido. Outra bola fora.
Me abstenho de falar sobre Mark e a pentelha da Abby. Sei até de quais histórias suas personagens foram baseadas (assim como a introdução), mas ambos não passam de duas malas sem alça (Mark mais ainda) altamente esquecíveis - mais do que o filme.
Creio que a maior decepção mesmo foram com os ninjas d'A Mão. Rocha, em relação aos quadrinhos, ficou altamente ridículo, pois levaram seu nome ao pé da letra, se é que me entendem. Tatoo, então, nem se fala - o que parecia uma boa idéia na verdade só serviu de justificativa para encher o filme de efeitos especiais. Não pensem que a Typhoid do filme da Elektra tem algo a ver com Mary Tyfoid das histórias em quadrinhos do Demolidor - pois não tem. E Kirigi então, coitado....de ninja super-fodão mor do Tentáculo se tornou uma espécie de Flash com poderes telecinéticos - ou algo assim. É o único que representa uma real ameaça a Elektra (disso sim eu gostei, pois ela é extremamente prática ao enfrentar os outros três - prática mesmo, como seria Elektra nos quadrinhos), mas mesmo assim não é lá essas coisas.
Fácil de se achar defeitos nesse filme, não? Mas não posso reclamar das cenas de ação, pois elas ficaram razoavelmente boas, e as lutas bem coreografadas, mas isso não é o suficiente para se fazer um filme espetacular. Tanto que a própria Jennifer Garner declarou a alguns meses que "o filme é uma droga!". Isso porque todos ali tinham a possibilidade de fazerem algo realmente bom sem ter que apelar para muitas firulas (apesar da personagem Elektra, pós fase Frank Miller, também ser uma droga). A gente vê um lampejo aqui e ali da Elektra de verdade (na introdução e na sequência em que ela extermina um grupo de ninjas usando apenas uma vela!), mas apenas isso.
Como está fazendo sucesso em DVD - e por ter agradado muita gente que nunca leu nada da personagem -, não duvido nada que tenha uma continuação. Se sair, que façam melhor, pois não foi apenas eu que achei a Jennifer Garner sub-aproveitada nesse filme.
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em 23:15 Comente aqui: .
Terça-feira, Abril 26, 2005
A Gente se Acostuma
Um texto para se refletir:
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ter outra vista que não a das paredes dos prédios ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar mais para fora. E porque não olha para fora, não abre mais as cortinas, e logo se acostuma a acender a luz mais cedo. E à medida que se acostuma, esquece o Sol, o ar e a amplidão.
A gente se acostuma a abrir o jornal e ler sobre as guerras. E aceitando as guerras, aceita os mortos e que haja um número de mortos. E admitindo os números, não mais acredita nas negociações de paz.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso. A sorrir e se doar para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo que deseja e necessita. E a lutar para ganhar dinheiro com o que pagar. E a ganhar menos do que se precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho e estudo para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma com coisas demais, para não sofrer. E em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um sentimento ali, uma revolta acolá. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e seca o resto do corpo, conformado. Se o trabalho está duro a gente se consola no final de semana. E, se no final de semana não há o que fazer, a gente vai dormir cedo e fica satisfeito, porque, afinal de contas, está sempre com o sono atrasado.
A gente se acostuma a poupar a vida. Que aos poucos se gasta e que gasta de tanto se acostumar.
Pimentel, Leopoldo Sarmento , A Gente se Acostuma, Revista Viração - 06/2003, pagina 08
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em 13:03 Comente aqui: .
Sexta-feira, Abril 22, 2005
Para quem acha que a Emulação está adormecida...
...tai o site BR Games para provar que não.
Gamer Boy, Jackal e companhia postam as ultimas novidades da scene da emulação de games, além de anunciarem diversas traduções de roms - coisa que só quem tem um computador pode desfrutar, em sua maioria.
Apesar da Scene ter "esfriado" bastante, é ótimo ver iniciativas como essa. Aguardo agora o Matheus Vilela voltar com seu ótimo Emulação.net.
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em 22:51 Comente aqui: .
Coisas que não entendo...
Por que 21 de Abril, dia de Tiradentes, é feriado nacional, e 22 de Abril, data oficial do Descobrimento do Brasil, não é feriado, ponto facultativo, nem nada?
Curioso isso, não?
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em 22:44 Comente aqui: .
Em homenagem ao Papa Bento XVI!
Wander Wildner - Jesus Voltará
Jesus Cristo vai voltar
Aleluia !
Em Porto Alegre ele vai morar
Aleluia !
As pessoas vão gostar
Aleluia !
Nossa vida vai melhorar
Aleluia !
Os cristãos pediram sua volta
Esperaram por essa hora
Todos juntos, num mutirão
Pois Jesus é a salvação
Todos querem um mundo melhor
Todos querem viver em paz
Agora, sim, vai ser legal
Porque Jesus é o canal
Mas em que bairro Jesus vai ficar
Em que rua Jesus vai morar
Na Santa Cecília ou na Conceição
Na Espírito Santo ou na Assunção
Todos querem que ele fique
Na sua rua
Mamãe quer que ele fique
Lá em casa
Tô achando que isso vai dar
Numa grande confusão
Pois numa hora dessas
Cada um é mais cristão
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em 12:06 Comente aqui: .
21 de Abril - Dia de Tiradentes
Sim, eu sei que deveria ter postado isso ontem ou mesmo antes, mas acreditem, essa minha vida de combatente do crime é bastante estafante (e não, isso não é mais uma brincadeira), quando cheguei em casa ontem, tudo que eu queria era cair na cama e dormir, e foi o que fiz, literalmente.
Ouvindo ontem a rádio CBN, me dei conta de um fato curioso: as pessoas sabem que 21 de abril é feriado, por causa de Tiradentes, Inconfidência Mineira e afins, mas quase nada sabem sobre o que isso significa. É mais uma data lembrada apenas nas escolas e olhe lá.
Antigamente, era uma comemoração mais patriótica, afinal Tiradentes foi um dos primeiros mártires da Independência de nosso país. E somos um país com uma carência imensa de heróis. Claro que a história de Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes, néscios!) ficou bastante floreada com o passar dos anos (tipo, um alferes - ou seja, militar - jamais teria essa aparência de Jesus Cristo com a qual costumam retratá-lo), mas ainda assim não se pode ignorar tão simplesmente datas tão importantes do calendário nacional. Pra quem é muito novo pra se lembrar, saibam que até filme do Tiradentes existe (assim como tem um da Independência do Brasil, com o Tarcísio Meira no papel de Dom Pedro I - a Globo sempre passava na Sessão da Tarde todo dia 7 de Setembro).
Tiradentes teve uma homenagem feita pela minha cantora nacional preferida, Elis Regina, na música Exaltação a Tiradentes. Curioso notar a simplicidade dessa letra, didática aos extremo. Hoje em dia nem assim lembram do pobre Tiradentes (ao contrário do que a Elis canta na música).
Joaquim José da Silva Xavier
Morreu a vinte e um de abril
Pela independência do Brasil
Foi traído e não traiu jamais
A Inconfidência de Minas Gerais
Foi traído e não traiu jamais
A Inconfidência de Minas Gerais
Joaquim José da Silva Xavier
Era o nome de Tiradentes
Foi sacrificado pela nossa liberdade
Este grande herói
Pra sempre há de ser lembrado
PS.: Não fiquem muito curiosos com esse filme da Independência do Brasil. Como quase todos os filmes nacionais dos anos 70, esse também é muuuito trash!
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em 11:51 Comente aqui: .
Quarta-feira, Abril 20, 2005
Conservador alemão se torna o novo papa
Bento XVI
E, como não podia deixar de ser, o Kibe Loko apronta das suas. Dica do Galford:



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em 01:32 Comente aqui: .
Domingo, Abril 17, 2005
Filmes: Constantine
- Mas eu não acredito no demônio!
- Que pena, porque ele acredita em você!"
Não estava nada disposto a ver esse filme, levando em consideração os ultimos filmes baseados em HQ que andei assistindo (Elektra, Mulher Gato, e tosqueiras afins). Cada notícia que eu lia a respeito de Constantine me deixavam mais e mais certo de que um novo desastre cinematográfico era iminente. Fico feliz por minhas suspeitas terem sido, em parte, infundadas.
Antes de mais nada, os defeitos mais óbvios: Constantine, o filme, pouco tem a ver com a HQ na qual foi baseado. Inexplicavelmente, a história se passa em Los Angeles, e não em Londres, como seria natural. Keanu Reeves não é loiro como John Constantine, é bem menos cínico do que John Constantine, fuma menos que John Constantine, é bem menos FDP do que John Constantine, e por ai vai...Papa Meia Noite lembra mais um bicheiro do que um feiticeiro fodão-mor, Chas é um moleque no filme, os personagens vão pro Inferno com uma facilidade que me assustou, Gabriel ficou bastante descaracterizado (preferia que o tivessem chamado de Esnobe pelo filme), e nunca li uma história em que Constantine se envolvesse tão diretamente na ação como o que ocorre lá. Constantine é mais um manipulador do que um cara que sai na porrada com demônios.
Como podem ver, os principais defeitos que encontrei no filme tem mais a ver com uma comparação com a versão dos quadrinhos. Mas, como filme, Constantine agrada, e muito. Pode-se dizer que os efeitos especiais foram usados na medida certa. O Inferno é retratado de uma maneira bastante interessante, mas se fosse um pouco mais escuro, acabaria sendo bem mais assustador. De qualquer forma, é um lugar extremamente desagradável.
A história começa quando um homem encontra a lendária Lança do Destino que, segundo reza a lenda, foi usada para matar Jesus Cristo na cruz e, por isso, contém vestígios de seu sangue e, consequentemente, do sangue de Deus. Ao mesmo tempo, em Los Angeles, Constantine é chamado para realizar um exorcismo em uma garotinha (Linda Blair like) e descobre que algo está afetando as fronteiras entre a Terra e o Inferno, sendo que os demônios estão, de alguma forma, tentado chegar ao nosso plano de existência. Uma mulher num manicômio, católica convicta, se suicida, e sua irmã acredita que na verdade ela foi induzida a fazer isso. Pra piorar as coisas, John descobre estar com cancêr em estágio terminal, decorrente dos 30 cigarros fumados por dia desde seus 15 anos. Lidar com tudo isso ao mesmo tempo faz parte do dia a dia de John Constantine.
Baseado (bem superficialmente) na saga Vícios Perigosos, publicada aqui no Brasil nos três primeiros números da revista Vertigo, da Editora Abril, o filme nada fica a dever em matéria de atuação, efeitos especiais, e mesmo a história é bastante interessante. Mesmo já tendo lido bastante as histórias da revista HellBlazer, juro que, por um momento, achei que Jesus Cristo, em pessoa, iria aparecer em certa parte da história., sim, porque Constantine está tão ferrado na história que, mesmo sabendo o desfecho de tudo nos quadrinhos, você não vê como isso será possível nas versão cinematográfica. E, palmas para Kevin Brodbin, Mark Bomback e Frank Cappello pelo roteiro interessante.
Mais algumas coisas dignas de nota:
- Keanu Reeves mexendo as mãos para fazer um exorcismo parece com Neo querendo "alterar o tecido da Matrix". Sério mesmo. Mas ele se saiu bem, na medida do possível;
- Rachel Weisz e Peter Stormare (respectivamente, Angela e Lucifer) estão muto bem em seus papéis. Mas um dos que mais me impressionou na fita foi Gavin Rossdale no papel do demônio Balthazar. Pra quem não sabe, ele é o vocalista da banda americana Bush (quem nunca escutou Swallowed no rádio?);
- Não saia do cinema até terem terminado os créditos. Há uma cena adicional, e de uma certa relevância no final.
Publicado por Morpheus®
em 23:19 Comente aqui: .
Discos: Derek and the Dominos - Layla and other Assorted Love Songs (1970)
"O que a gente não faz por amor?"
Marisa Monte
Esse foi um dos melhores achados que tive na Internet nos ultimos meses. É claro que já ouvi Layla (a música) um zilhão de vezes, e sempre achei o solo de guitarra dela fenomenal, mas nunca havia escutado o disco todo. Cara, como escutar esse disco vicia! Uma das melhores misturas de Blues e Classic Rock que já ouvi. Eric Clapton em sua melhor forma. Quando fui vasculhar a Internet atrás de informações sobre esse disco (que é de 1970), acabei achando uma das mais interessantes histórias que já vi no meio musical. Não lembro bem o site de onde baixei isso, mas de qualquer maneira, a história é essa:
Eric Clapton sempre foi grande amigo de George Harrison, e juntos fizeram grandes parcerias como Badge, realizando turnês, tocando um no álbum do outro e principalmente sendo amigos. Enquanto Harrison estava produzindo seu primeiro álbum pós-Beatles - o incrível e também discoteca básica All Things Must Past - em que Clapton tocou na maioria das faixas juntamente com outros amigos vindos do Delaney, Bonnie & Friends, formando o alicerce para o que seria mas tarde batizada de Derek and the Dominos.
Clapton tinha uma paixão fulminante por Patty Boyd, então mulher de Harrison. Temeroso com a situação, Eric decidiu que não era mais certo esconder esse amor e contou de seus sentimentos. Mas para Clapton apenas isso não bastava, então juntamente de alguns músicos que acompanharam aquelas gravações do álbum do Harrison e que ajudaram a fazer o seu primeiro álbum solo, entraram no estúdio e juntamente com o guitarrista-slide Duane Allman, começou a gravar algumas músicas que faria parte de uma homenagem a esse amor. Nesta época, Clapton havia ganhado o livro Layla & Majnun, em que dois amantes foram separados logo no início de seu sentimento, e isso serviu como estimulo para produção do álbum. Muito do que se ouve dessa excelente produção, foi retirado ou inspirado nos versos do livro. Inclusive algumas das composições Clapton creditou a Nizami, o autor persa, pois eram praticamente que transcrições musicadas dos versos do autor. Isso não retira o mérito de Layla and other Assorted Love Songs, pois as sessões de gravação do álbum foram tão inspiradas e abençoadas que renderam a conquista definitiva da mulher amada - e sem brigas entre os amigos - além de lançarem em 1990, uma caixa chamada The Layla Sessions, com muitas das horas gravadas pela banda na época, as jams feitas em estúdio e músicas que não entraram no álbum, deixando mais evidente o poder de encanto da suprema qualidade musical que foram essas gravações.
Impressionante, não? Compra (ou download) recomendado.
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em 22:55 Comente aqui: .
Sexta-feira, Abril 15, 2005
Notícias sobre Fiona Apple
Semanas atrás postei aqui o quanto eu sentia falta de um novo disco de Fiona Apple, a cantora americana que pegou de surpresa a geração MTV com seus discos Tidal (de 1996) e When the Pawn (de 1999), cheios de uma bela interpretação e letras diretas, sem firulas. Sem ter gravado nada novo desde 1999, a ultima vez que eu tinha ouvido falar dela foi durante sua participação no álbum "American IV: The Man Comes Around", do já saudoso Johnny Cash.
O fato é que, em 2003, ela voltou aos estúdios, e gravou o inédito "Extraordinary Machine", previsto para ser lançado em Fevereiro de 2004.Mas até agora, nada do CD ser lançado, e por que?
Segundo alguns executivos da gravadora, o CD não era "comercialmente viável", ou seja, não iria vender nada, e por isso foi colocado na geladeira. Sabendo disso, alguns fãs criaram um site chamado Free Fiona, com o intuito de forçar a gravadora a reconsiderar sua decisão e lançar o aguardado álbum. Até protestos na frente da Sony Music foram feitos.
Para a alegria daqueles que gostam da cantora, como eu - e como sempre ocorre nesses casos -, as 11 faixas de "Extraordinary Machine" já vazaram para a Internet, e podem ser baixadas clicando aqui (link encontrado no site Opus666).
A luta agora é pelo lançamento oficial do álbum. Estou escutando as musicas nesse momento, as músicas parecem ser melhor trabalhadas do que nos álbuns anteriores, mas pelo menos do que ouvi até agora, não estão tão vigorosas do que as de When The Pawn. Em compensação, Fiona parece estar explorando melhor sua parte vocal, afinal sua voz já não soa mais como a de uma garotinha (alias, creio que nunca soou).
Logo eu posto sobre o que eu achei desse curioso bootleg.
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em 00:43 Comente aqui: .
Agora é oficial!
Charlie Brown Jr. acabou.
Eu até que gostava do som dos caras no começo, mas os dois ultimos trabalhos, para mim, foram muito fraquinhos.
Publicado por Morpheus®
em 00:09 Comente aqui: .
Quinta-feira, Abril 14, 2005
Argentino chamou Grafite de "negrito", diz delegado
Coisas como essa mais me entristecem do que que me revoltam. Entristece por saber que esse tipo de pensamento retrógado ainda está bastante incrustado em nossa sociedade.
Não falo isso pelo fato de ser negro também, e sim pelo racismo ser um tipo de idéia tão sem embasamento que chega a me assustar o fato de alguém crer nisso.
Sou também do tipo que acha bastante ambiguo o fato de poder andar pela rua com uma camiseta escrita "100% Negro" e isso ser considerado orgulho da raça, e um branco ser preso por racismo se sair com uma camiseta onde se lê "100% Branco". Além de ser uma coisa provocativa de ambos os lados, não existe nada em nenhuma raça que eu conheça - brancos, negros, japoneses, muçulmanos, esquimós, etc. - que seja um indicativo de superioridade. Todos fazemos parte da raça humana, sangramos quando somos machucados, nascemos e voltaremos ao pó sem qualquer privilégio, enfim, qualquer tipo de desculpa para inferiorizar quem quer que seja por causa da sua cor de pele, condição social, religião ou qualquer outro motivo é altamente injustificável.
Achei mais do que acertada a atitude do jogador Grafitti em não ficar calado diante desse fato. Não sei como é a situação no resto do mundo, mas ainda bem que no Brasil temos leis que punem tais atitudes criminosas. Por mais que muita gente tenha achado isso exagerado, garanto que a coisa muda bastante de figura quando ela te afeta de alguma maneira.
Afinal, se você é pai ou mãe, gostaria de ver seu filho/filha sendo discriminado por ser gordo ou por ter algum problema de nascença? Se você é um simples apaixonado(a), gostaria de ver alguém dizendo impropérios de seu (sua) amado (a)? Ou mesmo, sendo filho, quem gostaria de ver seus pais ou familiares sendo ridicularizados por ai por serem idosos, pessoas simples ou algo assim?
Infelizmente, não vivemos num mundo perfeito, ou que um dia já tenha sido. Mas podemos melhorar esse daqui.
Publicado por Morpheus®
em 16:58 Comente aqui: .
Domingo, Abril 10, 2005
Música: Gorillaz - Demon Days
"toda grande banda é destruída pelo seu sucesso: bandas de desenhos animados não são exceção"
Já é possível de se achar pela net o novo album da banda virtual Gorillaz. Produzido por Danger Mouse (do infame Grey Album), Gorillaz e Damon Albarn (Blur), Demon Days teve todas as faixas escritas pelo Gorillaz - Noodle (guitarra), 2D (vocal), Murdoc Nicalls (baixo), Russel Hobbs (bateria). O CD será lançado em 23 de maio e o primeiro single, "Feel Good Inc.", já está tocando nas rádios brasileiras. Pelo Soulseek - Emule e outros P2P's afins, já é possível baixar a maioria das faixas, sendo que das fontes que obtive, a terceira faixa sempre dava defeito. Mesmo assim deu pra notar que se trata de um album melhor e mais homogêneo que o primeiro, apesar da variedade de ritmos e participações especiais. A capa é uma clara alusão a Let it Be, dos Beatles. Sobre o album em si, 2D confirma o tom sombrio das musicas: "é como se alguém tivesse pego o primeiro disco e colorido tudo".
Abaixo, segue uma pequena análise faixa a faixa de Demon Days:
1. Intro
Trecho da trilha sonora de Despertar dos mortos ("Dark Earth" por J Trombey)
2. Last Living Souls
Uma música onde o ritmo do disco é ditado. Bateria eletrônica e samples vairados, entremeados por alguns momentos de solo de violão e piano. Uma das mais legais do disco.
3. Kids with Guns
Vocais adicionais: Neneh Cherry
Acreditam que até agora não ouvi essa música inteira? Todos os arquivos que baixo tem somente 19 segundos da música. parece ser boa, mas não tenho como analisar.
4. Oh Green World
Bem trip-hop, com certos momentos lembrando o U2 na fase Achtung Baby. Menos intensa que Last Living Souls, mas com uma batida bastante grudenta.
5. Dirty Harry
Com: Bootie Brown
Coral infantil: San Fernandez Youth Chorus 2003-2004 season.
Começa com o coral de crianças ao som do Hip-Hop, para depois saltarem os versos no melhor estilo Outkast. Meia crítica à violência, sob a insistente afirmação: "Man, all I want to do is dance".
6. Feel Good Inc.
Com: De La Soul
É a que mais se assemelha com as musicas do primeiro álbum, e também foi o primeiro single lançado. O estilo Britpop impera nessa faixa, mesclado ao Hip Hop, o que confere um tom mais urbano a essa musica. A letra é algo tipo "ou você está conosco ou está sozinho".
7. El Manana
Mais uma que lembra pacas U2. Não é das piores, mas também nao tem nada que a destaque muito.
8. Every Planet We Reach Is Dead
Solo de piano: Ike Turner
O comecinho faz lembrar daquelas músicas de strip-tease, sério. Tem um ritmo mais cadenciado, calmante até. Ai entra Ike Turner (ex-marido da Tina Turner) com seu piano, conferindo um ar meio Blues para a musica. Apesar de ser cantada, ela se destaca muito mais pela sua parte instrumental, que é incrível.
9. November has Come
Com: MF Doom
Trip Hop, mesclado a vocais estilo Rap. Massive Attack serviu de inspiração para essa ai.
10. All Alone
Com: Roots Manuva
Vocais adicionais: Martina Topley Bird
Segue o mesmo estilo da musica anterior, só que com mais movimento. Os vocais de Martina Topley Bird dão um tom quase romantico à musica, mas ai o Hip Hop volta a imperar.
11. White Light
Finalmente, um rock nesse álbum. A letra toda da musica é "White Light", e ela lembra muito "Crazy Beat", do album Think Thank, do Blur. Tá melhorando...
12. DARE
Com: Shaun Ryder (dos Happpy Mondays)
Pop eletrônico bem dançante. Essa com certeza deve ser a próxima a tocar nas rádios.
13. Fire Coming Out of The Monkey's Head
Lida por: Dennis Hopper
A minha favorita do álbum. Quando me dei conta, meus ombros estavam se movimentando ao som da musica, e eu nem mesmo sabia porque. Dennis Hopper recita durante 3 minutos uma história um tanto quanto sombria, que fala sobre um dia em que as sombras do mal começam a pairar sobre a Terra, interrompido apenas pelo refrão "Everybody dancing / The dance of death". Tem a cara dos Gorillaz do álbum anterior, ou seja, quando acaba faz você perguntar "por que parou, parou por que?". O solinho de violão e piano ao fundo é matador!
14. Heaven
Coral: London Community Gospel Choir
A impressão que tive dessa música é que o mundo acabou e que os justos alcançaram o Céu. Damon Albarn divide os vocais com um coral Gospel, que confere esse aspecto quase religioso à musica, acompanhados apenas de um sample de teclado, e algumas notas ao piano.
15. Demon Days
Coral: London Community Gospel Choir
Tivesse sido gravada há uns 15 anos atrás, muita gente acharia que se trata de uma musica do Pink Floyd, pois o estilo é bem parecido. O Coral Gospel impera nessa faixa que encerra o álbum, encerrando também essa mistura de ritmos e estilos.
Publicado por Morpheus®
em 18:36 Comente aqui: .
A hora e a vez das Guerreiras da Lua - Pretty Soldier Sailor Moon Live Action
Isso sem dúvidas vai passar no Brasil, e se bobear nem demora muito.
Pretty Soldier Sailor Moon - Live Action é um seriado japonês bem fanboy mesmo, do tipo que só quem é bastante fã mesmo poderia conceber. Dirigido por Naoko Takeuchi, e respeitando 90% dos eventos ocorridos no mangá e na série animada, atrizes de carne e osso encarnam a história da jovem Serena e suas amigas na luta contra o reinado de terror da Rainha Beryl.
Serena (Usagi Tsukino, no original) é uma jovem de 15 anos preguiçosa para estudar, que adora um bom Karaokê, e bastante atrapalhada. Um dia, ela encontra uma gatinha de pelúcia, que logo revela ter vida própria. Luna, a gata, revela a Serena que ela é uma das Guardiãs da Princesa da Lua, e que deve defender nosso mundo das investidas de Dark Kingdom. Munida do Cetro Lunar, Serena se torna Sailor Moon, que irá punir todo o mal em nome da Lua (uau!).
Com o passar dos episodios, ela encontrará suas outras companheiras, que se tornarão Sailor Mercury, Marte, Jupiter e Venus - além de contar com uma ajuda ocasional do misterioso (e, cá entre nós, ridículo) Tuxedo Mask (Tuxedo Kamen, no original).
A impressão de que estamos assistindo um fanfilm é bastante grande, afinal todos em cena procuram reproduzir com o máximo e fidelidade possível os eventos do mangá e anime. O fato de Luna ser um boneco que se movimenta com fios ou por meio de computação gráfica ajuda ainda mais a reforçar essa impressão. E as cenas de luta (luta? Elas só ficam girando...) deixam isso mais aparente. Mas as cenas de transformação ficaram muito boas, ainda mais que todas as atrizes possuem cabelos escuros antes da transformação, ficando coloridos como no anime só depois de transformadas. Também são tomadas algumas liberdades, como criar para a série uma Dark Sailor Mercury e até uma Sailor Luna. Mas nada que distancie demais da série animada original.
Jovens modelos, na faixa dos 15 anos, formam o time das Guerreiras da Lua, sendo lideradas pela esperta Myuu Sawai no papel de Usagi/Serena/Sailor Moon. É uma série típicamente feminina, em que valores como a amizade e a coragem são abordados, assim como um toque de romance, sem contar que durante os comerciais são exibidos Kits de beleza e brinquedos da franquia. Cerca de 48 episodios foram produzidos desde outubro de 2004, mais um Ato 0 (estilo prequel) e um episodio final especial. Não se sabe se a série continuará a ser produzida, mas levando-sem em consideração a popularidade obtida pela série, é quase certo que sim.
Pelo Edonkey/Emule, é possivel achar quase todos os episodios com legendas em inglês. Garanto que é bem divertido.

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em 17:58 Comente aqui: .
Zeca Balero - Heavy Metal do Senhor
Cada dia mais eu gosto das musicas desse cara. Essa daqui é muito boa:
"O cara mais underground que eu conheço é o diabo
que no inferno toca cover das canções celestiais
com sua banda formada só por anjos decaídos
a platéia pega fogo quando rolam os festivais
enquanto isso Deus brinca de gangorra no playground
do céu com santos que já foram homens de pecado
de repente os santos falam "toca Deus um som maneiro"
e Deus fala "aguenta vou rolar um som pesado"
a banda cover do diabo acho que já tá por fora
o mercado tá de olho é no som que Deus criou
com trombetas distorcidas e harpas envenenadas
mundo inteiro vai pirar com o heavy metal do Senhor"
Publicado por Morpheus®
em 16:24 Comente aqui: .
Livros: O Restaurante no Fim do Universo
Uma Dinamite Pangaláctica, por favor!
Sem dúvida, O Restaurante no Fim do Universo é um livro melhor do que O Guia do Mochileiro das Galáxias. Contendo críticas mais ácidas e diretas, Douglas Adams surpreende ao contar a sequência das aventuras de Arthur Dent, Ford Prefect, Trillian, Zaphod Beeblebrox e do andróide maníaco-depresivo Marvin, à bordo da nave Coração de Ouro. Dessa vez, além deles terem que encontrar uma resposta para as questões universais (bem, na verdade, a resposta eles já tem, o que falta é a pergunta) e terem um papinho com o regente do Universo, eles precisam parar para fazer uma boquinha no Restaurante no Fim do Universo, assistindo de camarote o fim de todas as coisas.
Algumas questões parecem jogadas ao acaso de maneira boba, como o boi que oferece partes do seu próprio corpo para o jantar dos convidados, ou o grupo dos Devotos da Segunda Grande Vinda do Grande Profeta Zarquon. Mas ai você vai percebendo nuances estranhamente cômicos e até incômodos, abordados da maneira mais edruxula possível, e se dá conta de que o que ocorre nos dias de hoje não difere muito disso. É uma linguagem metafórica contada através do mais fino humor britânico.
Vemos Zaphod o tempo todo se referindo a Arthur como macaco (não num sentido racista da palavra, mas sempre lembrando a Arthur que ele veio de um planeta subdesenvolvido em relação aos outros, e que suas opiniões não tinham muita importância - mais uma metáfora entre a relação dos governantes com o povo), ou o descaso de todos com Marvin - concordo com Arthur ao achar Marvin o mais coerente de todos ali -, e 80% da história é concentrada em Zaphod tendo que deixar um pouco de lado seu egocentrismo em prol de algo maior, mesmo que ele não dê a mínima para isso. Outro momento digno de atenção é quando Arthur Dent pede ao computador da nave Coração de Ouro que lhe prepare uma xícara decente de chá inglês. Pode parecer bobagem lendo assim, mas só lendo o livro para que se dê conta das consequências de um ato aparentemente tão comum - o que não deixou de ser bem engraçado.
Os ultimos capítulos do livro, ao mesmo tempo que procuram demonstrar o absurdo das situações nas quais os personagens se envolvem - e onde Arthur e Ford voltam a ter maior importância -, ao mesmo tempo que procuram ser absurdos ao extremo, tem um certo tom de desilusão com o mundo atual. Afinal, não é verdade que coisas aparentemente básicas tenham que passar por um processo burocrático extenso e desnecessário, ao mesmo tempo que as pessoas acham que estão levando alguma vantagem com isso? É como se a humanidade não soubesse agir de outra maneira.
Cara, um livro aparentemente cômico desses não me surpreendia desde O Pequeno Príncipe. O que me faz ter algumas dúvidas se por acaso o filme conseguirá absorver algumas dessas características. E que venha A Vida, o Universo e Tudo Mais.
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Quarta-feira, Abril 06, 2005
Parabéns, Olhos do Corvo!
Quem diria, hein? Dia 19 de Março completaram três anos que este blog foi criado. E o que pensei ser uma mania passageira continua na ativa até hoje. E, apesar de não ser um blog de celebridade ou mesmo um site de notícias, olho no contador no alto da tela e vejo que este blog já foi visitado 46 mil vezes! Impressionante isso, pelo menos para mim.
Impressionante porque eu, assim como a maioria dos blogueiros, sempre encarei isso aqui como um hobby, uma maneira de passar o tempo. É fato que algumas vezes o ato de postar uma coisa ou outra na net se torna um tipo de vício difícil de se desvencilhar, que o diga o Outsider_Z e seu mundialmente famoso blog Rapadura Açucarada. Escrevo uma bobagem ou outra, coisas que estão passando pela minha cabeça na hora em que estou postando, em sua maioria pura bobagem mesmo. Quisera eu poder escrever sobre coisas que realmente fossem de grande importância para as pessoas. Mas, ao mesmo tempo, agradeço por não ter uma função dessas.
Isso porque publicar algo na Internet implica em certa responsabilidade, pois de uma forma ou de outra, isso influi na opinião das pessoas. Uma coisa que aprendi, às duras penas, é que independentes de minhas opiniões pessoais referentes a determinados assuntos, devem ser respeitados pontos de vista diferentes, pois cada pessoa é livre para fazer e pensar o que quiser. Exemplo disso foi quando critiquei um fórum na Internet de usuários de maconha anos atrás. Apesar de meu ponto de vista a respeito do assunto não ter mudado quase nada de lá para cá, não sou eu que vou dizer a quem quer que seja o que deve fazer de suas vidas. Não sei se algum deles ainda freqüenta esse blog, mas de qualquer maneira quero aproveitar para novamente pedir desculpas. É muito fácil ser maniqueísta quando se tem um meio de comunicação à disposição, como é o caso dos blogs, mas como já disse acima, isso para mim é apenas um passatempo sem qualquer obrigação.
Assim como ocorre em chats, ICQ, MSN e afins, acabei conhecendo muita gente legal pelo blog, como o Reginaldo Yeoman, do BlogZine; a Ana Lucia Merege, do blog Estante Mágica; o Marcos Lauro do blog Radio Base; a Katchianna do blog O Som de Suas Asas; isso fora as pessoas que já conhecia ou pessoalmente ou de chats da Internet, como é o caso do Galford, Danikah, Charlene Farias e Mary Jane, cujo blog (o Exene Cervenka) foi criado no mesmo dia que o meu, ou seja, também completou 3 anos dia 19. Parabéns para ela também, e também aos seus filhos Douglas, Nat e ao seu maridão.
Cara, estou com uma mania muito ruim de ficar discorrendo demais quando minha intenção era simplesmente escrever um "muito obrigado pelas visitas". Mas, de qualquer maneira, obrigado.

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em 15:41 Comente aqui: .
Powered by Firefox
Assim como mais de 25 milhões de pessoas, também baixei o navegador Firefox, da Mozilla Foundation. E já deixei de usar o Internet Explorer há alguns meses.
Não se enganem: o Firefox não é tão melhor assim. Ainda tem muitas coisas que precisam ser melhor implementadas, como o suporte a controles ActiveX, Javascript (agora mesmo, digitando dentro do Blogger, alguns botões de estilo não funcionam quando clicados), e uma melhor compatibilidade com o formato I.E. das home page's na net (a maior parte dos programadores faz sites pensando no Internet Explorer). Além de, vira e mexe, serem anunciadas brechas de segurança bem bobas (que são corrigidas com pequenos updates). Mesmo assim, para navegar pela net, o Firefox é um browser muito mais seguro, mais rápido e leve. Sem contar que ele já vem com bloqueador de pop-ups embutido, a possibilidade de navegação por abas (evita aquele monte de janelas abertas), uma barra de pesquisa que cai diretamente nos seus sites favoritos (Google, Submarino, etc), além dos plugins que aumentam o numero de informações na barra de ferramentas (eu uso um que me informa a condição do tempo aqui em São Paulo).
O kernel (núcleo) do Internet Explorer 6 é bem defasado, praticamente inalterado desde 1998. Por isso, acho que o Firefox consegue substituir o I.E. com uma bela folga. E, além do mais, é gratuito também. Minha ressalva é quanto ao Mozilla Thunderbird cliente de e-mails da Mozilla. Ainda precisa melhorar muito pra ficar à altura do Outlook, mas pelo menos já é capaz de ler RSS. Um bom começo.
Mas o Firefox é show de bola, eu garanto. Cliquem aqui e testem por vocês mesmos.
Publicado por Morpheus®
em 15:24 Comente aqui: .
Bem poucas personalidades no mundo eramtão conhecidas quanto a figura de João Paulo Segundo. De todos os Papas, este foi o que mais viajou pelo mundo, e sou obrigado a concordar que muitos dos desmandos feitos pela Igreja Católica em parte foram redimidos por causa dele, ou pelo menos houve uma intenção nesse sentido. É bobagem acreditar que ele seria capaz de alterar sozinho toda a estrutura vigente, mesmo se ele queresse isso. É o mesmo que acreditar que o Presidente Lula é capaz de resolver os problemas do país sozinho. Não duvido de sua boa vontade, mas a coisa toda não depende só dele.
Sou católico não muito praticante, costumo ter minhas próprias opiniões a respeito da Igreja, mas acho que é essencial ter fé em Deus, não importa a sua religião. E uma das coisas que sempre admirei no Papa era esse jeito dele de ser conciliador entre outros povos e outras religiões - uma aproximação que nunca ocorreu antes na história. Esse papel de Enviado da Paz deve ser seguido por quem quer que seja seu sucessor.
Quanto à João Paulo Segundo, fica aqui minha pequena homenagem e respeito por esse grande homem.
Publicado por Morpheus®
em 14:27 Comente aqui: .
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