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O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil

Segunda-feira, Janeiro 31, 2005

Cinema: Closer - Perto Demais


Um bom título também seria: Quem ama só se fode!


O subtítulo acima não é uma simples tirada de sarro. Praticamente é uma frase que resume perfeitamente todo o filme. Closer - Perto Demais, de Mike Nichols (que já dirigiu A Primeira Noite de um Homem, de 1967, e recentemente a série da HBO Angels In America) é um filme intencionalmente pessimista em relação ao amor e a tudo que envolve a arte de amar. Levando-se em consideração que o elenco conta com a beleza de Julia Roberts, o filme pode ser considerado uma quase antítese à Uma Linda Mulher. Notei que muita gente saia do cinema decepcionado porque esperavam mais uma história do amor e no final viram algo meio que desconcertante. Não que isso torne o filme espetacular, não sei, depende muito do ponto de vista de quem está assistindo.
Vamos ao filme: Dan (Jude Law) é um escritor cuja vida se cruza com a da stripper Alice (Natalie Portman, para mim em seu melhor papel desde O Profissional, de Luc Besson). Com o tempo, ambos começam a viver juntos, mas Dan acaba tendo um caso com a fotógrafa Anna (Julia Roberts, bela como sempre) que, por causa de uma brincadeira de Dan num chat da Internet, acaba por conhecer o médico Larry (Clive Owen, numa ótima atuação), com quem acaba por casar. Tem início ai um intrincado triângulo amoroso envolvendo Larry, Anna e Dan, e o papel de Alice nessa história toda é bem incerto e ao mesmo tempo surpreendente.
A narrativa do filme exige uma certa atenção do espectador para não se perder, pois são dados vários saltos no tempo mostrando o avanço ou deterioração dos relacionamentos em questão. A cada instante, uma nova reviravolta acontece na história, do início ao fim do filme, de forma que a atenção é fundamental. Cabe notar também que o filme é pontuado pelo excesso de diálogos, que se deve ao fato de se tratar de um roteiro feito para o teatro. Outra coisa notória é o excesso de sinceridade dos personagens. As palavras são usadas como lâminas bem afiadas, usadas oportunamente para ferir o outro, ou mesmo para expressar os mais profundos sentimentos, tipo quando um dos personagens diz que o que o assusta não é perder a pessoa amada, e sim imaginar que ela pode ser mais feliz ao lado de outra pessoa. Nenhuma surpresa pra quem já amou alguma vez, mas que nem sempre conseguimos encarar muito bem.
Apesar de todo elenco estar muito bem no filme, Julia Roberts é a mais apagada de todos, não por estar atuando mal, mas por seu personagem não permitir a ela fazer mais do que faz. Praticamente ela não sorri, quando isso ocorre, seus sorrisos sao de certa forma tristes. Faz parte do personagem.

Jude Law é o protótipo do eterno romântico. Alguém que idealiza o amor de tal forma, que o sofrimento quando não é correspondido é bastante intenso. Ele não se envergonha de demonstrar isso, o que acaba por torna-lo extremamente vulnerável. Basicamente, vemos o filme através do ponto de vista dele.

Clive Owen é o mais realista dos personagens do filme. Alguém bruto, bastante superficial em suas atitudes, mas que atrai Anna justamente por causa dessas características. No jogo do amor, nenhum homem gosta de achar que é o segundo melhor, e Owen encarna esse ponto de vista com maestria. Um dos melhores em cena.

Natalie Portman é responsável pelas cenas mais sensuais do filme (inclusive um ousado strip tease, que mesmo tendo cenas cortadas, ainda ficou ousado o suficiente) e tem a personalidade mais intrigante de todas. O tempo todo a vemos como uma vítima, jogada no meio do romance dos outros 3 personagens, mas no final das contas, pode ser que a coisa não seja exatamente o que parece. A Rainha Amidala, da nova trilogia de Star Wars, certamente ganhou uma infinidade de admiradores depois de sua atuação em Closer.
Closer é um filme que impressiona quem assiste, assim como ocorreu com 21 Gramas, ano passado. Se vai agradar ou não, isso são outros quinhentos. Eu, pelo menos, gostei. Não vá ao cinema pensando que verá mais uma comédia romântica, pois cairá do cavalo.

Publicado por Morpheus® em 00:25 Comente aqui: .

Quinta-feira, Janeiro 27, 2005

Melhores de 2004 - Categoria Música

Bom, já falei de cinema. Vou falar um pouco agora de música no ano de 2004.
Sou sincero em falar, não teve muita coisa ano passado que se destacasse tanto assim. Claro, tem as musicas do momento, um album aqui e outro ali que dá gosto de ouvir, mas nada que fizesse 2004 ser o "ano da música" como a Globo ficou alardeando. Por falar em Globo, e não é que o ridículo "Rock'n'Rio Lisboa" ocorreu mesmo? E, sem sombra de dúvida, o mais fraco de todos os tempos, não teve apresentação magistral de Paul McCartney que salvasse. Pra ser sincero, o único show que achei razoavel foi o do Slipknot e olha lá, acho que fiquei razoavelmente impressionado com a banda por já ter ouvido falar deles mas nunca tinha ouvido uma musica sequer ou visto eles tocando ao vivo. De resto, ninguém mais lembra sequer que esse festival ocorreu. E pro ano que vem, prometem uma segunda edição portuguesa. Que Deus nos defenda!
Enfim....como o texto ficou muito grande, vou postando ele aos poucos. Fica menos chato.

MPP - Musica Pro Povão!

Apesar dos meus gostos musicais pessoais, se eu disser que não escutei nada do Caviar com Rapadura, Frank Aguiar, Leonardo, Sampa Crew, Seiquemlá Quebra Barraco (!!!), Sandy & Junior e outros da linha mais "popular", estarei mentindo, afinal meu pai adora ouvir a rádio Gazeta e Nativa FM, onde só rola isso. E o pessoal do meu trampo também, ou seja, por tabela eu escuto também. A coisa mais rara é eu gostar de algo deste estilo, ainda assim há excessões, não sou uma rocha totalmente impenetrável.
Não vou ficar aqui comentando de bandas de pagode ou duplas sertanejas, uma porque não gosto. E outra, pra mim, quase todas as musicas são iguais, ou seja, não me dizem nada. Ou seja, ao invés de eu ficar metendo o pau aqui, prefiro nem comentar.
Um CD que escuto com certa frequência é o Ivete Sangalo - MTV ao Vivo. A Suzie adora ela, eu nem tanto...mas não dá pra dizer que o CD é ruim, muito pelo contrário, é animado o suficiente pra cair no meu gosto pessoal. É como uma comemoração dos 10 anos de carreira da ex-vocalista da Banda Eva, e a empolgação do público é tão contagiante que mesmo músicas chatas como "Festa no Gueto" se tornam mais audiveis. Pode parecer estranho para alguns, mas pra mim foi um dos melhores CDs nacionais do ano passado.

MPB

Nada de grandes destaques ano passado. Mas sempre tem algo que se destaca na Musica Popular Brasileira de qualidade. Um dos mais interessantes é o novo CD da Adriana Calcanhoto, intitulado Adriana Partimpim. Descobri esse CD pelo site da cantora, cujo link me foi enviado por minha amiga Apple. Essencialmente, é um CD de musicas infantis, mas que achei bastante criativo. Visitem o site da cantora para entenderem um pouco do que estou falando aqui.
Outra que gravou um bom CD ano passado é Fernanda Porto, uma das minhas favoritas da nova safra de cantores da MPB. Seu segundo CD, Giramundo, é bem alto astral e passeia por diversos ritmos, como samba, pop. rock, e tem até um frevo! Chico Buarque e a banda Living Colour fazem participações especiais. Outro CD recomendado.
Raimundo Fagner e Zeca Baleiro, individualmente, são donos de grandes canções. Juntos, não tinha como dar errado, não é? Mas deu. O CD da dupla é muito deprê, e desanima de ser ouvido após a terceira audição. Mas as letras são bonitas, ao menos.
Bebel Gilberto. Marquem esse nome, vocês ainda ouvirão falar muito dela. Escutem a interpretação dela para a música Baby, dos Mutantes, e me digam se a menina não tem talento?
Bem, fora o que citei acima, as melhores coisas que posso falar sobre MPB em 2004 são:
- Tribalistas sumiram do mapa! Aleluia!
- Apesar do hype, Maria Rita não lançou um CD novo. Duas vezes Aleluia! Quem sabe dessa vez ela não lance algo que realmente surpreenda, e que faça com que as pessoas não pensem estar numa sessão espírita, vendo Elis Regina reencarnada? Capacidade pra isso ela tem...
- A Foreign Sound, do Caetano Veloso, é uma das coisas mais horrendas que já escutei. Pretencioso é pouco pra descrever. Se você achou a versão de Caetano para "Come as you Are", do Nirvana ruim, espere até escutar o resto. Passe longe.
- Mesmo depois de tanto tempo, Elis & Tom continua sendo um disco muito bom. Como pode uma coisa dessas?

a seguir: Pop - Rock - METAAAAALLLLL!!!!!!
Publicado por Morpheus® em 02:19 Comente aqui: .

Terça-feira, Janeiro 18, 2005

Da série "Textos que estou cansado de receber no e-mail ,mas que sempre tem um chato com um Blog que teima em postar de novo":

10 frases de Luis Fernando Veríssimo:

1. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

2. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".

3. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

4. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

7. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

8. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa. (Esta é muito importante. Preste atenção. Nunca falha.)

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais o Titanic.

Publicado por Morpheus® em 02:19 Comente aqui: .

Como dobrar uma camiseta?


Nem ia postar nada aqui hoje.
Mas esse é um dos links mais úteis que já encontrei nos ultimos dias.
E não é fake, funciona de verdade. cliquem no Gif acima pra verem o site em flash, explicando de maneira mais pausada.
Confesso que fiquei boquiaberto.
Publicado por Morpheus® em 02:11 Comente aqui: .

Quarta-feira, Janeiro 12, 2005

Melhores de 2004 - Categoria Cinema

Senti que deveria postar algo assim, sobre o que mais gostei no ano que passou. Não vou me ater em categorias fixas, vou postando o que mais gostei e pronto. Gostaria que aqueles que lêem esse blog também comentassem suas preferências:

- Filme - Escolha difícil. Ano passado teve muitos filmes bons, e outros realmente ruins de doer. Se fosse pra escolher o pior do ano passado, minhas duvidas pairariam sobre o Demolidor interpretado por Ben Affleck, e a Mulher Gato, interpretada por Hale Berry. Para aqueles que acompanham o blog a algum tempo, sabem que acabei gostando mais do segundo do que do primeiro filme, isso porque Demolidor tenta passar um ar de filme de entretenimento pra ser levado a sério, enquanto Mulher Gato é descaradamente ruim, e não se envergonha disso. Entretanto, mesmo com tantos defeitos, Demolidor ainda é assistível mais de uma vez (apesar de, cada vez que assisto, eu acho o filme ainda mais fraco), enquanto Mulher Gato é tão mal feito, mas tão mal feito, que nem prender a atenção numa segunda exibição o filme consegue. O que me faz escolhe-lo como o pior de 2004. Mulheres que usam cremes para as rugas e ficam com a pele "dura como mármore" são demais pra minha cabeça. Devia dar uma menção honrosa para A Vila, de M. Night Shyamalan, mas é um filme de interpretação um tanto quanto confusa pra ser julgado de uma forma tão simplista. Se for analizado simplesmente o que vimos na tela, é sem dúvida o filme mais fraco de 2004, mas adaptado à situação atual do mundo, já dá o que pensar.
Já o melhor do ano passado? Bom, se fosse pra escolher um nacional, Cazuza ganha fácil, pois apesar de ser extremamente Global, não posso negar que foi bem conduzido (ainda assim, não fez com que eu virasse fã de Cazuza). Olga também me impressionou, mas algumas passagens ficaram meio forçadas, por isso o segundo lugar.
Mas em matéria de filmes de ação, o que mais me marcou ano passado foi sem dúvida o impactante Oldboy, do diretor Chan-wook Park (de Sympathy for Mister Vengeance). Faz você pensar melhor nas coisas que você faz na vida, e suas consequências.
E no cinema? Assisti pouca coisa, o ano ia acabando, e os únicos filmes que haviam realmente me agradado foram Kill Bill Volume 2 e Homem Aranha 2. Troya achei sonolento, Rei Arthur um fiasco, O Dia Depois de Amanhã até que interessante, Eu, Robô idem, Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban muito bom, e Os Incríveis também.

Um brilho para nossos olhos e mentes



Mas eis que, por recomendação de minha amiga Apple, eu vou assistir Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, de Charlie Kaufman (de Adaptação e Quero Ser John Malkovitch). Não tenho mais dúvidas: esse é o melhor filme de 2004, e quicá, um dos mais bem conduzidos de todos os tempos. nunca botei muita fé nessa carreira de ator dramático de Jim Carrey, mas realmente, Brilho Eterno serviu pra me calar a boca, pois sua atuação é fenomenal. Aliás, todo o elenco está superbem. Abaixo, segue um pequeno resumo da história, cortesia do site Scream & Yell:

Joel (Jim Carey) acorda no dia dos namorados, sem namorada. Desce para ir ao trabalho e percebe que alguém amassou toda a lateral do seu carro. Presságios de um dia ruim. Ao invés de ir ao trabalho, Joel decide dar uma desculpa ao chefe e parte para uma praia. Dois detalhes: estamos no inverno e Joel não tem a mínima idéia do que foi fazer em uma praia quase deserta. Caminhando pelas areias, Joey conhece Clementine (Kate Winslet), que tenta se aproximar dele, mas só o consegue fazer depois que os dois já estão no mesmo trem, voltando para a cidade. Um romance deveria estar nascendo aqui, mas o que o espectador irá descobrir é que este romance já existiu, foi apagado e, pela teoria kaufmaniana, irá acontecer sempre porque não podemos fugir do nosso destino.

O método de apagar memórias indesejáveis é oferecido por uma empresa: a Lacuna Inc. Basta apenas você escolher o que quer esquecer, levar todos os objetos relacionados aquilo que não mais deseja em sua vida, e os computadores registram todos os pontos de emoções em seu cérebro para que, durante a noite, especialistas apaguem toda memória indesejável. Na fila, uma senhora leva objetos que a fazem lembrar de seu cachorrinho morto e um rapaz leva suas lembranças sofridas de um time de futebol. "Não pode causar um dano cerebral?", pergunta Joel ao médico. "É um dano cerebral que estamos fazendo, bem semelhante a uma ressaca. No dia seguinte você não se lembrará de nada", explica o doutor. Porém, e é essa a grande discussão que move Brilho Eterno, existem coisas que podem ser retiradas do cérebro, mas não da alma.

Clementine "apagou" Joel após uma briga. Joel, ao ficar sabendo que Clementine o apagou, vai e faz o mesmo. Ou pelo menos tenta. No meio do processo descobre que quer ficar com algumas lembranças e isso desencadeia uma fuga desesperada por seu próprio cérebro, o que acaba, por fim, envolvendo seus traumas de passado e, no mundo exterior, uma assistente (Kirsten Dunst), seu chefe (Tom Wilkinson) e dois empregados (Mark Rufallo e Elijah Wood). É o destino dos personagens de fora que irá colocar o casal Joel/Clementine frente a frente a novamente.


Um filme surpreendente, inteligente e, acima de tudo, romântico. Vale a pena ver, rever, rever...

Em tempo: Não poderia deixar de citar aqui outras ótimas produções do ano passado, como a animação francesa As Bicicletas de Belleville, o incrível Madrugada dos Mortos (um dos que mais me surpreendeu), o bacana Diários de Motocicleta (de Walter Salles), o hilariante Shrek 2, e os dignos de nota Collateral, 21 Gramas, Dogville, Mestre dos Mares, Peixe Grande, Garotas do ABC, Supremacia Bourne, Encontros e Desencontros, Escola do Rock e Mestre dos Mares. É isso ai.
Publicado por Morpheus® em 23:31 Comente aqui: .

Terça-feira, Janeiro 04, 2005

Quadrinhos: Morre Will Eisner

Will Eisner, um dos pais dos quadrinhos modernos, morreu ontem (3 de janeiro de 2005) devido a complicações vindas de uma cirurgia no coração. Eisner é um dos grandes artistas das HQs de todos os tempos, criador do personagem Spirit e de inúmeras Graphic Novels. Ele tinha 87 anos.


Uma das poucas unanimidades existentes no meio quadrinísticos é sobre a genialidade do mestre Eisner. Dono de um estilo narrativo cinematográfico, Eisner surpreendia a cada nova história que escrevia. Reler as antigas aventuras de seu herói Spirit foi bastante surpreendente, pois é o tipo de história em que a cada leitura um novo detalhe ou nuance da história é descoberto, não sei se isso já era inserido na aventura de maneira proposital ou era simplesmente parte do estilo de Eisner.
O ano mal começou e já temos uma perda tremenda no meio quadrinístico. Vida longa à Will Eisner.
Publicado por Morpheus® em 20:36 Comente aqui: .

Primeiro post do ano de 2005!

Como estão todos?
Passei bem o meu final de ano, nas praias de Ubatuba, cidade do Litoral Norte que fica à cerca de 4 horas de viagem da capital São Paulo. O sol brilhou todos os dias, o mar estava meio revolto, a cidade tava lotada de gente, as praias são muito boas, à noite o centro da cidade bombava, pra onde você olhasse tinha mulheres bonitas de biquini, enfim, pra quem passou 360 dias correndo pra cima e pra baixo nas ruas da capital, Ubatuba foi um Paraíso.


Recomendo. De volta à programação normal.
Publicado por Morpheus® em 20:29 Comente aqui: .