| Quinta-feira, Outubro 28, 2004
Zagueiro Serginho, do São Caetano, morre após parada cardíaca no Morumbi
Uma das coisas mais bizarras que a gente pode presenciar nessa época de conectividade televisiva é alguem morrendo e milhões de pessoas assistindo, como um Big Brother extreme. Eu, particularmente, fiquei meio chocado com a cena da morte do jogador Serginho, aos 14 minutos do segundo tempo do jogo São Paulo e São Caetano, no Morumbi, agora a pouco. Chocado ainda mais porque um colega meu de serviço sofreu agora à tarde um acidente de moto e está muito mal no hospital. Espero que ele melhore bem rápido, e que Deus tenha consigo o jogador Serginho.
A parte revoltante dessa história são esses abutres filhos da puta (desculpem, mas não existe outro termo), que mesmo em momentos trágios como esse, só pensam na porra da audiência na televisão. Eu estou falando do Sr. Gilberto Barros e seu programa de merda, que se aproveita de uma entrevista que um dos médicos que trataram o jogador estava dando a um reporter, e queria que o mesmo fosse até o estúdio ("é aqui do ladinho", disse ele), ainda mais que "estamos em segundo lugar na audiência" e outras baboseiras mais! Porra, será que se esqueceu o que significa a palavra RESPEITO?
É foda isso!
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em 23:33 Comente aqui: .
Terça-feira, Outubro 26, 2004
Patolino lança sua candidatura à presidência dos EUA
O Patolino entrou na campanha eleitoral americana lançando sua própria candidatura, com a qual quer prolongar a temporada de caça de coelhos por todo o ano e dar lições sobre o processo político.
Quer manchete mais tendenciosa do que essa?
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em 09:50 Comente aqui: .
Erro médico matou Cássia Eller
A investigação sobre a morte da cantora Cássia Eller acaba de sofrer uma reviravolta. O resultado da perícia realizada pela equipe do Ministério Público Estadual aponta que a causa foi erro médico.
Levando em conta o modo de vida que Cassia Eller levava, essa notícia é no mínimo bizarra!
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em 09:49 Comente aqui: .
Domingo, Outubro 24, 2004
MTV Drops - Nem Hendrix, nem Towshend: John Kerry
Na íntegra:
Muito se debate a respeito de qual dos grandes guitarristas do rock teria inventado o feedback, técnica de aproximar a guitarra do amplificador que faz o mesmo "realimentar" o som emitido e gerar um ruído único, típico do rock & roll. Jimi Hendrix foi o primeiro a se aprofundar, mas antes dele Pete Towshend, com o The Who, e John Lennon, com os Beatles, já extraíam o estranho barulho de seus instrumentos.
Para um sujeito chamado Gary Rand, tudo não passa de informação mal apurada. Em entrevista ao jornal americana USA Today, Rand garante que quem inventou o feedback foi um guitarrista que tocava em sua desconhecida banda The Electras, ativa em meados dos anos 60. Detalhe: o tal guitarrista se chamava John Kerry, hoje o candidato democrata à presidência dos EUA.
"John Kerry, encarando seu amplificador com seu instrumento, criando o feedback. O resto de nós horrorizados, e ele olhando calmamente ao redor. Em retrospecto, podemos admitir que ele estava simplesmente experimentando com feedback, buscando alcançar outro nível de música, bem antes de Jimi Hendrix chegar lá", disse Rand.
Taí um bom motivo para votar no cara.
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em 17:46 Comente aqui: .
Conselhos de Bill Gates
Não sei se isso foi realmente dito por Bill Gates ou nao...mas tem várias verdades escritas, por isso posto aqui:
Aqui estão alguns conselhos que Bill Gates recentemente ditou em uma conferência em uma escola secundária sobre 11 coisas que estudantes não aprenderiam na escola. Ele fala sobre como a "política educacional de vida fácil para as crianças" têm criado uma geração sem conceito da realidade, e como esta política têm levado as pessoas a falharem em suas vidas posteriores à escola. Muito conciso, todos esperavam que ele fosse fazer um discurso de uma hora ou mais... 'Bill Gates falou por menos de 5 minutos, foi aplaudido por mais de 10 minutos sem parar, agradeceu e foi embora em seu helicóptero ...
Regra 1: A vida não é fácil: - acostume-se com isso.
Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima.
O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.
Regra 3: Você não ganhará R$ 20.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.
Regra 4: Se você acha seu professor rude, espere até ter um Chefe. Ele não terá pena de você.
Regra 5: Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.
Regra 6: Se você fracassar, não é culpa de seus pais.
Então não lamente seus erros, aprenda com eles.
Regra 7: Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são "ridículos". Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.
Regra 8: Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido..., RUA !!!!! Faça certo da primeira vez!
Regra 9: A vida não é dividida em semestres.
Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
Regra 10: Televisão NÃO é vida real.
Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boite e ir trabalhar.
Regra 11: Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles.
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em 17:22 Comente aqui: .
Alex Ross detona!
Esse cara sabe ou não sabe mandar muito bem?
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em 17:18 Comente aqui: .
Jogos - GunBound, Ragnarok e Conquer Online
A um tempo atrás, falei por aqui a respeito de jogos multiplayer, e como conseguem ser viciantes em muito pouco tempo. Prova disso é o fenômeno GunBound, que agora conta com servidores nacionais.
No melhor estilo Worms, em Gunbound você escolhe um veículo e vários avatares, em uma batalha de guerra por turnos. O jogo é gratuito, e pode ser baixado em http://www.gbound.com.br/. O jogo não requer um micro muito potente.
Outro que parece ter vindo pra ficar eh o RPG Ragnarok. Na verdade, é um MMORPG (Massive Multiplayer Online Role Players Game), onde mais de 1500 pessoas interagem no mesmo jogo ao mesmo tempo. Rune Midgard, o mundo de Ragnarok, é uma terra habitada por deuses e monstros, onde a magia e o mistério reinam absolutos. Você assume um papel de guerreiro desse reino, aprimorando suas técnicas e superando cada combate. Com gráficos 2D, o jogo roda bem num Pentium 500. O site da versão nacional de Ragnarok é o http://www.ragnarok.com.br/lu.htm e o lançamento oficial ocorre em Dezembro (começando a cobrar pelo serviço). O CD com o jogo completo está encartado na revista EGM desse mês.
 
Um que tem tomado várias horas do meu dia é outro MMORPG. É o Conquer Online. Com uma ambientação chinesa, você é um guerreiro que está aprimorando suas técnicas para melhor combater os monstros que invadem seu mundo. Jogabilidade estilo Diablo (visual também), acaba sendo viciante pra caramba. Você pode escolher entre 4 tipos de guerreiros, cada qual com características próprias. Os gráficos em 3D são muito bonitos, o jogo é gratuito e requer um Pentium 800 pra rodar. O site do jogo é o http://www.conqueronline.com/.
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em 02:25 Comente aqui: .
Assisti Kill Bill 2 à muito tempo atrás...
...e cheguei a postar no blog minha opinião sobre o filme (que é um dos meus favoritos), mas sem dúvida a melhor crítica que li da película vem da minha amiga Katchiannya, do Blog O Som de Suas Asas.
Dá uma passada lá pra ver!
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em 01:41 Comente aqui: .
CD's- American Idiot - Green Day
Um dos melhores CD's que escutei esse ano
Nos ultimos dias tenho ouvido bastante o ultimo CD do Green Day, American Idiot!
Olha, nunca fui muito fã do Green Day, em se tratando de bandas de pop-punk, sou muito mais o Offspring (apesar dos dois ultimos CDs deles serem muito sem sal), mas o Green Day conseguiu me impressionar nesse novo CD. E me impressionar muito.
E por que isso? Não sei se é em busca de se aprimorarem, de fazer algo de qualidade, uma homenagem, uma busca por identidade, ocupar um espaço que está vago desde o final dos anos 70, mas o Green Day da atualidade lembra, e muito, o The Who.
Em muitos aspectos, American Idiot pode ser comparada com a ópera-rock Tommy do The Who, principalmente ao se ouvir as longas canções (na verdade, várias musicas juntas) Jesus of Suburbia e Homecoming, que tem todo um jeitão de Pinball Wizard. É um álbum pra ser ouvido do início ao fim, todas as musicas parecem fazer parte de um todo.
America Idiot, cheia de um conteúdo político pró-democratas, já indica a tendência do álbum na crítica ao presidente norte americano George Bush. Are We The Waiting parece ter seu refrão tirado do àlbum The Wall, do Pink Floyd (na verdade, é quase uma referência, recheada de críticas sutis ao governo americano). Boulevard Of Broken Dreams tem todo o jeito de radio hit, com sua letra poética falando de solidão. St. Jimmy tem bem o estilo do Gren Day de antigamente, mas ainda no discurso anti-guerra. Give Me Novocaine é como uma busca por algo fora da realidade (como uma viagem das drogas). Dá pra lembrar um pouco de Ramones ao ouvir She's Rebel, e Extraordinary Girl também fala de rebeldia, mas de uma forma mais soft.
Em Letterbomb, temos novamente o Green Day velho de guerra, sem papas na língua, e com guitarras típicas hardcore. E Wake Me Up When September Ends relembra mais uma vez o atentado terrorista que abalou o povo americano. Por fim, Whatsername fecha o álbum em grande estilo, com mais uma balada típica da banda.
Cheio de personagens estranhos, como Jesus of Suburbia e St. Jimmy (que "morre" em Homecoming), não é preciso ser muito fluente em lingua inglesa para notar o estilo setentista do àlbum, cheio de experimentações muito bem executadas, e com letras tratando de desilução e alienação frente ao governo Bush. Por mais que o referencial do Green Day seja de músicas descartáveis de dois minutos, esse é sem dúvida um àlbum pra ser marcado para a posteridade. Jesus of Suburbia é a melhor música já gravada pela banda; E que venham outros álbuns assim.
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em 01:33 Comente aqui: .
Quarta-feira, Outubro 20, 2004
No rádio, Marta diz "não estar nem aí" para pesquisas
Deveria estar, dona Marta!
...
Sabem qual o principal problema da Marta nessa campanha? Essa porcaria de CEU Saúde. Nesse ponto o Tio Chico, ops, José Serra tem razão, afinal os hospitais municipais estao bem precários, entao o ideal é melhorar a qualidade deles e depois sim, partir pra projetos miraboalntes (e claramente eleitoreiros, como os CEU's).
Sabem qual o principal problema do Serra? Ele não tem um plano de governo! Tudo que ele tá prometendo ou é uma melhoria do que a Marta já está fazendo (ou seja, não muda nada), ou depende de acordos com o Governo do Estado (ou seja, também não vai mudar muita coisa). Não é de promessas que estou falando, e sim de propostas para melhorar a vida na cidade de uma maneira mais concreta, e isso não vi até agora.
Ou seja, essa eleição vai ser um páreo duro pra saber quem vai fazer menos...
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em 02:45 Comente aqui: .
Sexta-feira, Outubro 15, 2004
No momento, está passando na Rede Bandeirantes de TV o penúltimo debate dos candidatos a prefeito da cidade de São Paulo: Marta Suplicy (atual prefeita) x José Serra.
E, sinceramente, acho que vou ter um novo chefe ano que vem. A Marta tá levando uma canseira do Serra, que não estranharei se a qualquer momento ela abandonar o debate.
O lado ruim disso tudo é imaginar que meu futuro chefe é a cara do Tio Chico da Família Addams...
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em 23:19 Comente aqui: .
Terça-feira, Outubro 12, 2004
Livros: Contos de Fadas, por Ana Lúcia Merege
Faz tempo que não falo da minha amiga Ana Lúcia Merege, do Blog A Estante Mágica de Ana, e autora do livro O Caçador: Um Conto de Fadas em Mosaico, que por sinal é muito bom. Pois bem, ela agora está lançando seu segundo livro, Os Contos de Fadas, resultado das várias aulas que ela vem dando sobre esse assunto. Eis o que ela fala sobre sua nova obra:
Pois bem, alguns meses e três edições do curso depois, aqui estou eu, anunciando o lançamento de um pequeno livro que contém a matéria dada durante as aulas (...)mas vale lembrar que meu enfoque não situa os contos de fadas (apenas) como Literatura Infantil, e sim como um fenômeno histórico e literário, com elementos comuns ao imaginário de todas as culturas, cuja transmissão é constantemente perpetuada e renovada através de narradores e escritores contemporâneos..
Pois bem, tá dado o toque. Meus parabéns novamente, cara Ana!
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em 10:39 Comente aqui: .
Conversinha Mineira* - Fernando Sabino
Fernando Sabino morreu ontem, aos 80 anos, vítima de câncer no pâncreas. Um dos maiores cronistas brasileiros, e autor do romance O encontro marcado - que fez muito sucesso na época - de 1956, Sabino tinha uma visão muito particular da sociedade contemporânea, e não se intimidava em expor suas opiniões, mesmo que das formas mais sutis, como é possível notar no texto abaixo, que peguei no portal Terra. Interessante ressaltar que o escritor nunca se candidatou à Academia Brasileira de Letras, aliás, "por se considerar velho demais para ser imortal", como contou o amigo Alberto de Costa e Silva. Quiçá Roberto Marinho, Marco Maciel, José Sarney, Paulo Coelho (argh!) e outros "imortais" tivessem a mesma dignidade...
- É bom mesmo o cafezinho daqui, meu amigo?
- Sei dizer não senhor: não tomo café.
- Você é dono do café, não sabe dizer?
- Ninguém tem reclamado dele não senhor.
- Então me dá café com leite, pão e manteiga.
- Café com leite só se for sem leite.
- Não tem leite?
- Hoje, não senhor.
- Por que hoje não?
- Porque hoje o leiteiro não veio.
- Ontem ele veio?
- Ontem não.
- Quando é que ele vem?
- Tem dia certo não senhor. Às vezes vem, às vezes não vem. Só que no dia que devia vir em geral não vem.
- Mas ali fora está escrito "Leiteria"!
- Ah, isso está, sim senhor.
- Quando é que tem leite?
- Quando o leiteiro vem.
- Tem ali um sujeito comendo coalhada. É feita de quê?
- O quê: coalhada? Então o senhor não sabe de que é feita a coalhada?
- Está bem, você ganhou. Me traz um café com leite sem leite. Escuta uma coisa: como é que vai indo a política aqui na sua cidade?
- Sei dizer não senhor: eu não sou daqui.
- E há quanto tempo o senhor mora aqui?
- Vai para uns quinze anos. Isto é, não posso agarantir com certeza: um pouco mais, um pouco menos.
- Já dava para saber como vai indo a situação, não acha?
- Ah, o senhor fala da situação? Dizem que vai bem.
- Para que Partido?
- Para todos os Partidos, parece.
- Eu gostaria de saber quem é que vai ganhar a eleição aqui.
- Eu também gostaria. Uns falam que é um, outros falam que outro. Nessa mexida...
- E o Prefeito?
- Que é que tem o Prefeito?
- Que tal o Prefeito daqui?
- O Prefeito? É tal e qual eles falam dele.
- Que é que falam dele?
- Dele? Uai, esse trem todo que falam de tudo quanto é Prefeito.
- Você, certamente, já tem candidato.
- Quem, eu? Estou esperando as plataformas.
- Mas tem ali o retrato de um candidato dependurado na parede, que história é essa?
- Aonde, ali? Uê, gente: penduraram isso aí...
*Crônica extraída do livro A Mulher do Vizinho (página 144), de 1962 e publicado pela Editora Sabiá.
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em 10:21 Comente aqui: .
Infarto mata o ator Christopher Reeve
Descanse em paz, SuperHomem!
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em 00:45 Comente aqui: .
Me pergunto como alguém em sã consciencia tem coragem de produzir um filme tão ruim como Dungeons & Dragons?
Me pergunto ainda como alguém na Globo teve coragem de adquirir esse filme...
Pior, tiveram coragem de exibi-lo na TV...
É claro que ouvi falar que o filme era uma tremenda bomba. Mas nao pensei que fosse uma bomba tão tremenda assim! Senti como se meu cérebro estivesse sendo sugado. É incrível, nada se salva nesse troço!
Não me sinto assim desde o dia em que bati meu carro...
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em 00:34 Comente aqui: .
Domingo, Outubro 10, 2004
Menino de 11 anos rouba carro dos pais, foge e viaja 320 km nos EUA
Esse sim é um menino bem precoce...
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em 13:09 Comente aqui: .
Sábado, Outubro 09, 2004
Filmes - Carrie, a Estranha (1974)
Um filme realmente bacana, como a muito eu não via...
Esse filme, de 1974, mostra um Brian de Palma em grande forma, adaptando para o cinema um livro do famoso escritor Stephen King (na época em que ele era realmente criativo). Carrie é uma garota bastante retraida e dominada por sua mãe, religiosa fervorosa, que faz Carrie ignorar coisas tão básicas da fisiologia feminina como a mestruação. Tanto que, quando isso ocorre no vestiário feminino, ela acha que está morrendo. Essa ignorância da parte dela deixa sua professora abismada, e procura fazer Carrie se enturmar mais com suas colegas, e tenta convence-la a ir ao baile de formatura de sua escola. Paralelamente a isso, Carrie descobre que possui poderes telecinéticos, e passa a estudar sobre o assunto. Uma das garotas do colégio de Carrie quer ridiculariza-la no baile, e nem imagina as consequências que seus atos podem ter.
Apesar do filme ser antigo, ainda hoje ele tem uma força visual muito grande, pois não há como negar que Carrie (Sissy Spacey) é realmente uma garota muito esquisita. Apesar do filme ser focado nela, dificilmente o espectador conseguirar se colocar no lugar de Carrie nos eventos que estão por vir. Mesmo sua reação extremada no Baile de Formatura pode ser interpretada como vinda de uma criança que não cresceu, e por isso tudo o que deseja é acabar com aquilo que está lhe causando dor (em diversos aspectos). Sobre isso, cabe um pequeno adendo.

Como é normal nas adaptações cinematográficas, o livro é muito melhor que o filme, a história é muito mais aprofundada e dá pra notar que vários fatos do livro (como o que acontece com a casa de Carrie no final) foram alterados, mas essencialmente é a mesma história. Mas não é bem isso que quero ressaltar, e sim o fato de Brian de Palma ter partido do princípio de que boa parte do público que iria assistir o filme já teria lido o livro, então, ao invés de tentar nos impressionar com uma história instigante, ele resolveu nos impressionar com as imagens, ou seja, impressionar mostrando a forma como tais fatos ocorreram. O maior exemplo disso é o baile de formatura e a cena final, que é copiada em um a cada 4 filmes de terror atuais. Fora isso, tem o fato de termos 2 bons atores despontando nesa película: Nancy Allen (a eterna Lewis, de Robocop), e John Travolta, pré-Grease. Sissy Spacey, apesar de estar muito bem no papel principal, tem uma carreira bastante morna, apesar de atualmente ainda conservar alguns traços da velha Carrie.
Ignore a continuação recentemente feita (A Maldição de Carrie), e você verá que bons filmes existem independente da época ou recursos com os quais foram feitos.
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em 23:32 Comente aqui: .
CD's - KiLLi - Contando os Dias
Semanas atrás, eu comentei sobre a banda KiLLi, cujas musicas tem tocado ultimamente na rádio Brasil2000.
Bem, após ter escutado o CD Contando os Dias umas trinta vezes, posso dizer que se trata de uma banda com muito futuro no cenário musical brasileiro, não apenas no meio Índie, mas também no mainstream.
Na minha opinião, o KiLLi consegue ser o que o CPM22 tenta ser: uma banda de Emocore decente. No caso do KiLLi, suas músicas soam quase como um cover de Bad Religion. Prova disso são musicas como Nunca Deixe de Errar (que parece uma versão século 21 de Tente Outra Vez, do Raul Seixas), e Pra Te Lembrar, que são algumas das que mais soam como Bad Religion. Mas essa impressão é patente em todas as musicas do CD. A mais Bad Religion, entretanto, é Contra o Saber, que poderia facilmente ter os vocais de Greg Graffin nela.
A faixa título, Contando os Dias, logo logo deve estar fazendo parte de alguma trilha sonora da novela Malhação (aliás, essa desgraça não tem fim não?), pois é tão grudenta que chega a cansar. Mas ainda assim, é muito acima da média da maioria das bandas da atualidade. No geral, as letras são bastante simples, falando de namoros que estão começando, outros terminando, como manter a cabeça erguida apesar de tudo, ou seja, tudo muito pop-chiclete e adolescente, e especialmente por isso que acredito que o KiLLi tem tudo pra cair no gosto popular num curto prazo de tempo. Mariana K, a vocalista, parece incrivelmente à vontade cantando canções tão descartáveis, de forma que sua empolgação acaba afetando quem escuta também, por soar bastante autêntica. E a banda em si manda muito bem, criando batidas mezzo hardcore mezzo garage de primeira qualidade.
O CD em si tem uma box-art muito decente, coisa dificil de se ver nos CDs de bandas independentes, um trabalho bem profissional da banda. Acreditem, ainda vamos ouvir falar muito deles. Pra quem já está cansado de Charlie Brown Jr e CPM22.
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em 23:22 Comente aqui: .
CD's - Suede - Singles
Não conheço bem o Suede, apenas o que alguns amigos meus comentam, e algumas reportagens no jornal também. Sei que o CD Singles, de 2003, foi bastante elogiado. Acabei baixando ele.
E não é que se trata de um pop-rock dos bons? Lembra muuuuito The Smiths, e não é a toa não. A influencia é explícita (e os integrantes do grupo são gays também), com uma empolgação sonora a la Pet Shop Boys em tempos passados.
Canções matadoras: Beautiful Ones, Animal Nitrate (que tem um estilo bem oitentista), The Wild Ones e Love The Way You Love. A capa do Cd também é muito boa, típica dos Smiths. Pena que o Suede se separou no começo desse ano, as musicas deles são bem decentes, no geral.
É o tipo do CD que você dá de presente para aquela sua namorada descolada. Pra se ouvir sem medo de fazer feio.
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em 23:14 Comente aqui: .
Filmes: A Vila
Alguém entende a cabeça de M. Night Shyamalan?
Eu assisti A Vila faz algumas semanas...realmente, demorei muito pra colocar aqui minha opinião sobre o filme. Isso porque não queria incorrer no erro de parecer banal em minha análise.
A maior parte das pessoas que assistiu esse filme odiou o que viu. E não as culpo. Primeiro, porque o filme foi vendido como uma fita de terror, e nesse quesito ele fracassa miseravelmente pelo simples fato de não se tratar de um filme de terror. E, em segundo lugar, A Vila pode ser analisado sob duas visões distintas.
Se focarmos no filme em si, sua história, fotografia, "revelações" e atuações, realmente muito pouco se salva na película.
A história: Em 1897 uma vila parece ser o local ideal para viver: tranquila, isolada e com os moradores vivendo em harmonia. Porém este local perfeito passa por mudanças quando os habitantes descobrem que o bosque que o cerca esconde uma raça de misteriosas e perigosas criaturas, por eles chamados de "Aquelas de Quem Não Falamos". O medo de ser a próxima vítima destas criaturas faz com que nenhum habitante da vila se arrisque a entrar no bosque.
Particularmente, gostei muito da atuação de Bryce Dallas Howard, no papel da cega Ivy Walker, mas só. A fotografia do filme também é muito bela, principalmente num momento em que aparece uma procissão de lanternas acesas. Mas nada mais que isso. Joaquin Phoenix, William Hurt e Sigourney Weaver nem são muito exigidos na trama (na verdade, mal reconheci a Sigourney). E a história...
Bom, quando fui assistir, já haviam se passado cerca de 15 minutos de filme. E, com mais 15 minutos, eu falei pro Wolvie e Apple, que foram assistir comigo, "pow, não acredito que o tal segredo e o final são tão óbvios como imagino!". Pra minha decepção, pouco mais de uma hora e meia depois, o final era exatamente o que eu esperava. Não preciso nem dizer que concordei veemente com o Wolvie quando ele saiu do cinema afirmando ter assistido o pior filme que já havia visto na vida.
Entretanto (e ai entra a outra forma de se encarar o filme e, por sinal, a mais correta), nos dias seguintes comecei a enquadrar algumas situações presentes no filme com o atual quadro político mundial. Confesso que não enxerguei o filme desse jeito sozinho, na verdade foi após ter lido algumas críticas a respeito da película, afinal, eu queria saber o que tinham achado de tão espetacular num filme tão ridículo. Mas até que a visão metafórica de M. Night Shyamalan faz bastante sentido quando visualizada dessa forma. Afinal, A Vila é um retrato bem interessante sobre os Estados Unidos no cinema atualmente. Lógico que as pessoas (eu, inclusive) estão mais acostumadas com críticas mais diretas estilo Farenheit 9/11, mas fazer um pequeno exercício mental com A Vila não faz mal a ninguém. Pelo menos a mim não fez mal. Afinal, que alegoria mais realista do que representar o resto do mundo fora dos Estados Unidos como "Aqueles de Quem Não Falamos"? Não dá pra falar muito além disso sem revelar algo importante da trama.
Não, não é o melhor filme do M. Night Shyamalan, mas é um filme mais pra ser refletido do que para se deslumbrar por suas qualidades visuais. Se for assistido com esse espírito, é bem capaz de agradar. Mas confesso que levei algum tempo pra achar essas qualidades no filme.
Publicado por Morpheus®
em 23:07 Comente aqui: .
Terça-feira, Outubro 05, 2004
Realidade Digital
Este que aqui escreve tem, ultimamente, assistido a muitos filmes, alguns bons, outros de qualidade duvidosa. Muitos deles foram baixados diretamente da rede, não apenas filmes antigos mas também como algumas coisas presentes em nossos cinemas (e outras que sequer estrearam ainda). Pode-se dizer que isso é decorrente de um tipo de vício, você pode até não assistir o filme que está baixando, mas baixa ele pelo simples fato de querer te-lo à disposição para quando querer assisti-lo. Já não sentiram isso ao comprar um livro, ou um CD? Você o escuta apenas uma vez, e demora uma eternidade para querer escuta-lo de novo? Ou no caso dos livros, você começa a ler, pára, continua depois de um tempo, perde o fio da meada de novo, decide recomeçar do princípio e por ai vai (foi assim comigo ao tentar ler Senhora, de José de Alencar - hoje em dia eu adoro o livro), até ter terminado a leitura? Pois então, é bem por ai.
Nunca assisti a todos os episódios de Cowboy Bebop, ou aos 13 episodios de Saint Seya - A Saga de Hades (em compensação, o primeiro devo ter assistido umas 10 vezes)...Onze Homens e um Destino devo ter gravado em algum CD por aqui e também nunca assisti. Mas é como eu falei, é aquele vício de querer ter aquela coisa na hora e depois não dar a menor bola pra isso.
Uma das coisas que desencadeia isso é o fato de lidarmos com a Internet, onde o acesso à informação é muito rápida, e que o acesso à musica é muito fácil, principalmente em MP3. Não preciso esperar o RadioHead lançar oficialmente seu mais novo CD aqui no Brasil, uma hora depois do seu lançamento no exterior (ou até mesmo antes disso) eu posso baixar o álbum completo na Internet. E, nos tempo atuais, o mesmo se pode dizer das Histórias em Quadrinhos ou Livros, através de programas P2P. como Kazaa, e Soulseek.
Quando você coloca banda larga, ai sim é que a coisa desanda de vez. Se você levava 25 minutos pra baixar aquela desejada MP3, com Banda Larga vai levar cerca de 3 minutos, dependendo da conexão. E ai pode começar a pensar em arquivos bem maiores, como jogos completos que ocupam mais de um CD, programas pesados e, principalmente, filmes. Na rede você consegue encontrar todo tipo de filme que puder imaginar, desde clássicos como Cidadão Kane, passando por filmes que você nunca ouviria falar se não fosse a Internet (como OldBoy, Princess Blade e Musa, the Warrior), até filmes recém lançados do outro lado do mundo e que nem chegaram ao país ainda, como Kill Bill 2, Resident Evil Apocalypse e Supremacia Bourne. A tentação de assisti-los antes de todo mundo é grande devido à facilidade da coisa toda, somado ao fato da programação das TV's brasileiras não serem lá essas coisas. Gosta de Seinfeld? No Emule você pode baixar vários episodios da série. Curte animes? Existem dezenas de sites com animes que nunca vão passar no Brasil, mas que são de ótima qualidade.
Não sou tão inocente a ponto de achar que esse cenário perdurará para sempre, quem sabe amanhã ou depois toda essa "liberdade digital" desapareça e fiquemos restritos aos "meios legais". O importante é aproveitarmos agora os meios que temos e fazermos o melhor uso possível dos recursos à nossa disposição.
Publicado por Morpheus®
em 00:34 Comente aqui: .
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