| Terça-feira, Setembro 28, 2004
Pura curiosidade cinematográfica: RoboCop 2
Gosto desse filme. Não é tão bom quanto o primeiro, mas não deixa de ser divertido. Se vocês esquecerem que foi feito um terceiro filme, mais um seriado e um desenho animado (todos ridículos), dá pra considerar Robocop 1 e 2 verdadeiros clássicos!
Tem umas curiodidades interessantes, principalmente no que se refere ao segundo filme:
- No primeiro filme, as telas de visão de tiro de Robocop possuíam referências ao MS-DOS. Já em Robocop 2 a tela apresenta uma interface ao estilo Macintosh.
- Em Robocop 2, na cena em que Robocop é reprogramado pela Dra. Juliette Faxx, os seguintes números aparecem rapidamente na tela: "50 45 54 45 20 4B 55 52 41 4E 20 49 53 20 41 20 47 52 45 41 54 20 47 55 59". Convertendo para ASCII, isto significa "Pete Kuran is a great guy" (traduzindo, Pete Kuran é um grande cara). Trata-se de uma brincadeira com Peter Kuran, um dos responsáveis pelos efeitos especiais do filme.
- Em Robocop 2, várias novas diretivas são incluídas na programação do policial-robô. Confira quais são elas:
Diretiva 233: Contenha sentimentos hostis
Diretiva 234: Promova atitudes positivas
Diretiva 235: Suprima a agressividade
Diretiva 236: Promova valores sociais
Diretiva 238: Evite comportamente destrutivo
Diretiva 239: Seja acessível
Diretiva 240: Participe de atividades de grupo
Diretiva 241: Evite conflitos pessoais
Diretiva 242: Evite julgamentos prematuros
Diretiva 243: Analise opiniões antes de expressar a sua
Diretiva 244: Desencoraje sentimentos de hostilidade e negatividade
Diretiva 245: Se você não tiver nada para dizer, não diga
Diretiva 246: Não modifique as luzes dos semáforos
Diretiva 247: Não passe por cima de poças que sujem pedestres ou outros carros
Diretiva 248: Não diga que você está sempre pronto se não o estiver
Diretiva 249: Não seja sensível à negatividade e hostilidade do próximo
Diretiva 250: Não caminhe balançando os braços
Diretiva 254: Encoraje a consciência
Diretiva 256: Desencoraje palavras de baixo calão
Diretiva 258: Recomende esforços sinceros
Diretiva 261: Jogue conversa fora
Diretiva 262: Evite as reuniões da Orion
Diretiva 266: Sorria
Diretiva 267: Mantenha a mente aberta
Diretiva 268: Encoraje a participação
Diretiva 273: Evite estereotipar as pessoas
Diretiva 278: Procure soluções não-violentas
Fonte: Adoro Cinema
This movie is very funny!
Publicado por Morpheus®
em 01:55 Comente aqui: .
Segunda-feira, Setembro 27, 2004
E não me perguntem o que aconteceu com o sistema de comentários. Não faço a menor idéia. Pelo menos aqui, ele sumiu...
Editado: Não é só aqui, mas em todas os blogs do Blogger que visitei hoje...tomara que resolvam logo....
Publicado por Morpheus®
em 20:23 Comente aqui: .
Ouvindo It's a Fire, do Portishead
Por onde será que anda a senhorita Beth Gibbons e a sua incrível trupe intitulada Portishead? Algumas das melhores musicas que já escutei na vida estão contidas nos CDs Dummy e Portishead (sem contar o CD ao vivo Roseland New York Live, fantástico), e o aguardado terceiro album da banda já vem sendo aguardado há quase seis anos.
Pior que esse material você só tem duas maneiras de conseguir: Ou importando os CDs (cada um sai por cerca de 60 reais, muito caro - disponível no Brasil só o DVD do Roseland New York Live, por 44 reais, mais ou menos) ou baixando no Soulseek. Eu preferi a segunda opção.
Publicado por Morpheus®
em 01:28 Comente aqui: .
Domingo, Setembro 26, 2004
Uma nova dimensão para o sexo virtual
O Sinulator é um brinquedo sexual que pode ser conectado ao seu computador e controlado pela internet.
...
Funciona da seguinte forma: o pacote do Sinulator inclui o transmissor, um vibrador e um receptor. Você baixa um software da Sinulator.com. Durante a instalação, você pluga o transmissor a uma porta USB.
...
Em outras palavras, um homem pode estar penetrando em Cleveland e uma mulher sendo penetrada em Seattle, e a experiência do cibersexo chega um passo mais perto do holodeck.
Mais insano que isso, só mesmo o site dessa bagaça. O tal "painel de controle" do Sinulator com certeza fará muito sucesso nas Sex Shops por ai.
Agora entendo porque tanta gente sente crise de abstinência quando fica sem Internet ... heheheh.
Publicado por Morpheus®
em 22:07 Comente aqui: .
Quadrinhos: Chosen, de Mark Millar e Peter Gross
O escritor Mark Millar (de Supremos e Ultimate X-Men), juntamente com o desenhista Peter Gross (da série Vertigo Lúcifer) conseguiram me surpreender nessa estranha e divertida minissérie publicada no exterior pela Dark Horse. Chosen (Escolhido, em português) conta a história de Jodie Christianson (nome sugestivo, não?), um garoto de 12 anos que, devido a diversos eventos extraordinários (como ter sobrevivido quando um caminhão caiu sobre sua cabeça), passa a crer que é a reencarnação de Jesus Cristo nos tempos presentes. E o pior é que ele começa a agir como tal. Mas como as pessoas da cidade onde ele vive receberão uma notícia como esta?
O traço de Peter Gross é mais do que eficiente, e bastante característico da linha Vertigo, da DC. E Mark Millar manda muito bem numa história onde, definitivamente, as coisas não são exatamente o que parecem. Mas ai já estou escrevendo demais.
Não esperem nada do nível de Supremos, ou algo assim. Chosen é uma minissérie em 3 partes que diverte na medida certa. Em certos momentos, lembra o filme "Conta Comigo", mas só no começo. O Rapadura Açucarada tem pra download.
Publicado por Morpheus®
em 21:58 Comente aqui: .
Comece o dia...
...ouvindo um CD dos Beatles. Qualquer um deles.
Depois toque um CD dos Rolling Stones. Pode ser qualquer um também.
Pra que isso? É para você entender um pouco da rivalidade que existia entre os antigos fãs dessas duas bandas. Beatles não tem nada a ver com Rolling Stones, né?
Mas ambas tinham (e ainda tem) a capacidade de mexer com a cabeça de muita gente. Ambas inspiram muitas bandas de pop/rock na atualidade. Na verdade, considero ambas as bandas como padrões (assim como Led Zeppelin, Jimmy Hendrix, Nirvana e muitos outros) a serem alcançados por muitas bandas atuais, com resultados bons e ruins.
Basicamente, a melhor definição do que diferencia o som dos Stones com o dos Beatles é o seguinte:
- Beatles você toca pra ouvir sozinho, ou rodeado de amigos, tocar violão, gaita, etc;
- Rolling Stones você pode escutar sozinho também, mas o ideal é tocar numa festa, com muita cerveja!
...e não, não acabei de descobrir a roda....
Publicado por Morpheus®
em 21:36 Comente aqui: .
Ficar sem internet causa sintomas de abstinência, diz estudo
"Todos os participantes receberam US$ 500 para não usar a internet por duas semanas. Quase metade deles disseram que devolveriam o dinheiro dentro de cinco dias para poder voltar a navegar pela rede mundial de computadores."
De boa, eu ganharia essa grana fácil, fácil.
Afinal, tudo em excesso faz mal... eu, pelo menos, não levo minha vida "virtual" tão a sério assim....
...
Se fossem 30 dias? Bem...er...hmm...
Publicado por Morpheus®
em 21:21 Comente aqui: .
Sexta-feira, Setembro 24, 2004
Spams agora levam internautas para armadilhas on-line
Hollywood processa site que vende downloads de filmes
Spam em japonês cresce e fura bloqueio de programas anti-spam
Padrões de segurança ficarão obsoletos em cinco anos
Notaram como a Internet está parecendo cada dia mais com uma terra sem lei?
Publicado por Morpheus®
em 10:56 Comente aqui: .
Impedido de entrar nos EUA, Cat Stevens volta a Londres
O cantor, que se converteu ao islamismo em 1977 e que desde então se chama Yusuf Islam, teve sua entrada em território americano proibida por "motivos de segurança nacional".
E viva a terra da liberdade e dos direitos democráticos!
Publicado por Morpheus®
em 10:46 Comente aqui: .
Terça-feira, Setembro 21, 2004
Jesus Amado!!!!!
DVD do Jornal Nacional! E duplo!!!
Onde esse mundo vai parar, Deus meu....
Publicado por Morpheus®
em 01:06 Comente aqui: .
Alta Fidelidade - Um ótimo filme pra começar a semana.
Sabe aqueles filmes que você assiste e, ao final dele, acaba se sentindo até melhor? Acabei de assistir um desses, e se chama Alta Fidelidade.
Não, nunca tinha assistido o filme, o sequer lido o livro de Nick Hornby. Alias, a única coisa dele que li foi Como Ser Legal, que não é um livro ruim, mas não diz exatamente ao que veio. Ou seja, o livro não me pareceu nada demais.
Mas Alta Fidelidade, pelo menos como filme, funciona muito bem. Vamos dizer que, apesar da história nao se passar mais na Inglaterra, e Rob Flemming ter se tornado Rob Gordon, Nick Hornby está 30% redimido ante meus olhos, só pela bela história que vi no filme. Decididamente, tenho que comprar o livro.
Pra quem, como eu, que esteve numa caverna nos ultimos anos, a história trata da vida de Rob Gordon (interpretado por John Cusack, fantástico), que vê um relacionamento de anos com sua namorada Laura (Iben Hjejle, bastante segura no papel) se desfazer, e encara que sua vida amorosa é um tremendo desastre. Ele tem uma loja de discos de vinil, e dois empregados (interpretados por Todd Louiso e Jack Black, numa grande atuação) com gostos bastante diferentes, mas que são responsáveis pelos melhores momentos do filme, principalmente pela grande quantidade de referencias musicais, em especial dos anos 80. Destaque para uma rápida aparição de Bruce Springsten (cara, como ele tá velho!) e um irreconhecível Tim Robbins.
Um filme nota 10. Pra começar bem a semana. Já está na minha lista Top 5.
Publicado por Morpheus®
em 01:01 Comente aqui: .
Segunda-feira, Setembro 20, 2004
KiLLi: Uma grata surpresa!
Particularmente, tenho achado a cena Indie e Underground nacional meio parada nos ultimos meses. Eu acho o CPM22, que é a banda underground que mais se destacou nos ultimos tempos, muito fraca pro meu gosto, salvo uma ou outra música. Independente de meus gostos pessoais, o esforço dos integrantes da banda em busca do reconhecimento público é louvável. Claro que a mãozinha da MTV (aquele canal que antigamente passava videoclips) foi bem providencial. Mas isso é um mero detalhe.
Qual minha surpresa, ao ouvir a Brasil 2000, quando me deparei com uma música chamada "Contando os Dias". Gostei da música, emocore nacional bem conduzido, e me espantei ao saber que quem estava cantando era o pessoal do KiLLi, banda de São Paulo sobre a qual já tinha lido a algum tempo na net, mas não dei a devida atenção. Me animei a ouvir mais alguma coisa deles. No site da banda tem disponível várias MP3 da banda, que é formada por Mariana K (Voz), Paulo Senoni (Guitarra e Vocais), POu (Bateria) e Tavinho (Baixo).
Para uma banda cujas canções lembram muito Bad Religion, os vocais adolescentes de Mariana K são um diferencial dos mais agradáveis, ainda mais por se tratar de uma banda de hardcore, onde temos raríssimos vocais femininos. O que torna o ponto forte do seu primeiro CD, "Contando os Dias". O resto da banda também manda muito bem, e me arrisco a dizer que, entre os lançamentos índie nacionais, esse é um dos maiores destaques.
Ouvi apenas algumas das 19 musicas do álbum. Gostei muito até agora. Em breve farei uma análise sobre o CD. Mas já adianto que KiLLi é uma banda muito boa.
Clique aqui pra ler uma reportagem com os integrantes do grupo.
Publicado por Morpheus®
em 04:01 Comente aqui: .
JEALOUS GUY
(John Lennon)
I was dreaming of the past
And my heart was beating fast
I began to lose control
I began to lose control
I didn't mean to hurt you
I'm sorry that I made you cry
Oh no, I didn't want to hurt you
I'm just a jealous guy
I was feeling insecure
You might not love me anymore
I was shivering inside
I was shivering inside
I didn't mean to hurt you
I'm sorry that I made you cry
Oh no, I didn't want to hurt you
I'm just a jealous guy
I didn't mean to hurt you
I'm sorry that I made you cry
Oh no, I didn't want to hurt you
I'm just a jealous guy
I was trying to catch your eyes
Thought that you was trying to hide
I was swallowing my pain
I was swallowing my pain
I didn't mean to hurt you
I'm sorry that I made you cry
Oh no, I didn't want to hurt you
I'm just a jealous guy, watch out
I'm just a jealous guy, look out babe
I'm just a jealous guy
Estou meio reflexivo hoje....e sinto que essa música se encaixa direitinho com meu estado de espírito.
Publicado por Morpheus®
em 02:13 Comente aqui: .
Um passo na direção da computação universal
Quake 3, versão Linux, rodando num Notebook PowerMac através do emulador da Transitive Corp.
Uma notícia, no mínimo, interessante, menos para a Microsoft, creio eu. Afinal, uma das coisas que afastam as pessoas de sistemas operacionais Open Source como o Linux ou o FreeBSD é a falta de bons softwares. Uma vez que esse emulador consegue fazer programas de plataformas diferentes rodarem em outros tipos de processadores, creio ser uma questao de tempo para alguem faze-lo também rodar programas do Windows num Mac, ou mesmo num ambiente Unix.
Pelo menos, uma boa notícia para os fãs do console da Microsoft, o X-Box: a retocompatibilidade está quase garantida.
[sonhador mode on](Será que um emulador desse faria um X-Box rodar um DVD de PS2?)[/sonhador mode off]
Publicado por Morpheus®
em 02:09 Comente aqui: .
Sábado, Setembro 18, 2004
Momento estranho agora a pouco aqui em São Paulo.
Começou a chover. Não sei por que, mas imaginei que já fazia muito tempo que não chovia granizo.
Ai começaram a cair as pedras. E como cairam!
E a chuva bem forte. Minha rua ficou parecendo uma corredeira. Meu quintal ficou cheio de gelo. Coisa bem surreal, em se tratando de São Paulo, capital.
Durante a chuva de gelo, uma coisa me passou pela cabeça: e essas pessoas que dormem na rua? Como fazem pra se refugiar em momentos assim? É como na repostagem "Pessoas Invisíveis", que postei dias atrás, muita gente ignora a existência dessas pessoas, mas elas existem, e estão por ai, vivendo e morrendo todos os dias.
Idealista? É, acho que sou sim...
Publicado por Morpheus®
em 19:53 Comente aqui: .
Filme: Alien vs Predator
Não importa quem vença, nós perdemos.
Não assisti Freddy vs Jason para poder fazer uma comparação desse tipo de crossover. Mas, se vocês quiserem apenas um entretenimento sem compromisso, gostarão certamente do filme.
Um grupo de cientistas vão até a Antártida para investigar uma intrigante oscilação de energia, detectada por um satélite. Acabam se deparando com uma pirâmide abaixo da geleira, cujos símbolos remontam ao Astecas, Maias e Cambodjanos. O que eles não sabem é que no fundo dessa pirâmide se esconde as mais terríveis criaturas do Universo: Os Aliens. E, pra piorar a situação, os Predadores estão à caminho do Planeta Terra para seu ritual de iniciação, ou seja, caçar os Aliens e qualquer outra coisa que esteja no caminho.
O filme é dirigido por Paul W.S. Anderson (de Mortal Kombat e Resident Evil - O Hóspede Maldito). O elenco não é dos mais conhecidos, a não ser por Lance Henriksen (o Frank Black da série Millenium) no papel de Charles Bishop Weyland. A protagonista principal, Sanaa Lathan, participou do primeiro Blade no papel de Rose. Entre os demais, só tem um certo destaque Raoul Bova (do filme Sob o Sol de Toscana) e Ewen Bremner (de Trainspotting).
Realmente, originalidade não é o forte do filme. Não existem os ambientes claustrofóbicos de Alien - O Oitavo Passageiro, ou cenas de luta e caçada como as de Predator (com o governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger) mas, desde que apareceu um Predador exibindo um crânio de um Alien em Predator 2, esse combate era inevitável e muito aguardado. Tanto que ele foi diversas vezes antecipado na forma de quadrinhos (pela editora Dark Horse) e jogos (pela Capcom). Em muitos aspectos, o filme ficou mais ou menos como se esperava, com poucas cenas em computação gráfica - o que é um grande ponto a favor do filme. Alien 4 foi um dos piores filmes que já vi na vida, o que por si só já me motiva a torcer pelo Predador - somado ao fato de que eu sempre gostei dos filmes do caçador alienígena.
Não percam tempo pensando sobre alguns erros de continuidade, cenas que lembram "Batman & Robin", ou o fato dos personagens irem em direção à morte como alucinados. Aliens Vs Predador é puro trash movie, e uma chance a mais de vermos dois dos mais conhecidos monstros criados nos anos 80.

Publicado por Morpheus®
em 19:44 Comente aqui: .
CD: Interpol - Antics
Estou ouvindo a algum tempo um dos melhores discos do ano. E, não por acaso, é da melhor banda de rock da nova geração, na minha opinião: os novaiorquinos do Interpol.
Fugindo um pouco do estigma de serem comparados constantemente com Joy Division, eles são constantemente chamados de "versão gótica dos Strokes". Afirmação sem nexo: Interpol é muito melhor que Strokes. A única coisa que torna ambas as bandas são semelhantes é a aura oitentista existente na maioria das suas canções. Mas só.
Antics é um album um pouco menos sinistro do que Turn On the Bright Lights, investindo mais na linha melódica e menos nos instrumentais góticos do album anterior. Isso é logo notado na faixa de abertura, Next Exit, uma espécie de homenagem a Nova York, cujo estilo lembra muito as canções de David Bowie. A segunda musica, Evil, tem uma letra complexa, ao estilo de David Byrne, com um solo de guitarra que lembra um pouco White Stripes. Uma das mais agitadas, C'mere, também segue o estilo romantico-pessimista da banda ("É muito tarde para nos trancarmos dentro de nós mesmos/O problema é que você está apaixonada por outro/Deveria ser eu"). Mas, uma das mais marcantes, sem dúvida, é Slow Hands, cujo estilo New Wave da canção contrasta com a letra: "ninguém se importa quando o amor que você desperdiçou escorre de nuvens escuras/Está vendo o que você fez com minha alma e meu coração? É uma terra devastada agora". Gótico até os ossos!
Um segundo álbum é sempre uma prova de fogo pra qualquer grupo ou cantor, como bem podem comprovar os Strokes. Mas o Interpol realmente conseguiu se superar com esse magnífico disco. Pra tocar até furar o CD.
Track List
1. Next Exit
2. Evil
3. Narc
4. Take You On A Cruise
5. Slow Hands
6. Not Even Jail
7. Public Pervert
8. C'Mere
9. Length Of Love
10. A Time To Be So Small
Publicado por Morpheus®
em 19:39 Comente aqui: .
Domingo, Setembro 12, 2004
11 de setembro - Cada pessoa tem uma história
Creio que em datas que tiveram um impacto histórico, como o supracitado 11 de Setembro, eu não devo ser o único a lembrar de coisas específicas que ocorreram naquele dia. Até mesmo porque, passados três anos daquele acontecimento terrível, tudo ainda parece estranhamente surreal.
Lembro que eu estava de serviço numa biblioteca em Itaquera. No bolso de minha jaqueta, eu tinha um pequeno walkman, e passava o dia ouvindo a CBN. Não lembro por que, mas no dia eram quase meio dia quando liguei o rádio, e as primeiras palavras que escutei foram justamente "ataque à Nova York". O reporter falava de maneira rápida e confusa, mas confesso que fiquei apreensivo quando ouvi a palavra "ataque". Parecia um prenúncio de uma guerra, e não haviam sido os Estados Unidos a inicia-la.
Fui a um orelhão e liguei ao meu irmão, perguntando-lhe o que estava acontecendo em Nova York. Ele respondeu que também não sabia bem (havia acabado de acordar), mas aparentemente estavam atacando a cidade, e haviam derrubado um prédio famoso com um avião.
"O Empire State?", perguntei.
"Não, é um que é o maior dos Estados Unidos."
"O World Trade Center?"
"Isso. E foram dois aviões..."
Sinceramente, achei que ele tava enganado, ainda mais depois que ele me disse que mais um avião teria caido também no Pentágono. Achei que era um tremendo exagero, ainda mais que, pelo menos teoricamente, o Pentágono deveria ser um dos locais mais inacessíveis dos EUA, mesmo pelo ar.
A biblioteca possuia uma televisão, o pessoal de lá já estava vendo a reportagem a algum tempo, mas também ficaram um tanto quanto impressionados e descrentes. Era algo tipo "o intocável foi tocado!". A coisa tava tão confusa que, pra vocês terem uma idéia, só no final da tarde que eu fiquei sabendo que os dois edificios tinham caído, afinal, a TV só repetia a todo momento o momento em que os aviões atingiam os prédios. Quando retornei à minha base para desarmar, meu chefe estava sentado em frente a uma TV, e ai sim eu vi os edifícios desabando.
E como são engraçadas essas coisas. Na hora, me lembrei do trailer do primeiro filme do Homem Aranha, cuja cena se passava no WTC; lembrei da refilmagem de King Kong, onde ele salta de uma torre para outra; me lembrei da minha amiga Karina Apple, que havia estado nos EUA algum tempo antes; apesar de vermos muitas e muitas vezes esse tipo de destruição ocorrendo em países como Iuguslávia ou Iraque, nunca imaginamos que esse tipo de destruição poderia ocorrer próximo a nós. Creio que os americanos sequer consideravam essa possibilidade, apesar dos filmes de Hollywood. E, devido ao Brasil ser um país um tanto quanto "americanizado", o medo presente nos rostos dos novayorquinos era bastante palpável. Ainda mais que São Paulo é uma metrópole de certa forma comparável à Nova York.
milhares de pessoas morreram, suspeitos foram anunciados, países foram atacados, ditadores destituídos, teorias conspiratórias elaboradas...enfim, três anos se passaram, muito pouco se sabe sobre o que realmente ocorreu aquele dia (pois pra mim, Bin Landen e Saddan Hussein, apesar de serem pessoas perigosíssimas, neste caso não passam de meros bodes espiatórios), e nada vai trazer de volta as milhares de pessoas que morreram naqueles prédios naquele dia.
Ainda que a Guerra Fria tenha terminado há tempos, a natureza destrutiva do ser humano ainda persiste. Ainda vivemos num mundo permeado pelo medo. E o máximo que podemos desejar é que as gerações futuras possuam mais bom senso do que a atual tem demonstrado.
Publicado por Morpheus®
em 00:37 Comente aqui: .
Sábado, Setembro 11, 2004
Uma imagem incômoda....
...mas que não tem como não ser lembrada.
Publicado por Morpheus®
em 23:57 Comente aqui: .
Quinta-feira, Setembro 09, 2004
Mata-Moscas virtual
Este programinha tailandês serve pra matar mosquitos e até mesmo espantar sapos! Não sei se realmente funciona, mas de qualquer forma, testem e depois me digam se funcionou. É que não tem nenhum sapo por perto para eu testar, heheh.
O programa é Freeware.
Anti Mosquitos.
Link by Página do Velho.
Publicado por Morpheus®
em 02:09 Comente aqui: .
Livros: O Código da Vinci
O Código Da Vinci, de Dan Brown
Bom, terminei em quatro dias "O Código Da Vinci". O ritmo frenético do livro é o que nos faz continuar a ler sem parar. E a história é permeada de referencias históricas, algumas verídicas, outras teóricas, e algumas ainda criadas apenas para se encaixarem melhor no contexto do livro, podendo ser encaixadas como teóricas também. Tentarei fazer uma breve resenha do livro, sem spoiliar demais.
Quase toda a história gira em torno da luta de Robert Langdon (professor de simbologia em Harvard) e Sophie Neveu (criptógrafa francesa) em desvendar o assassinato do curador do Museu do Louvre, Jacques Sauniére, ao mesmo tempo que, através de uma intrincada rede de enigmas, eles procuram encontrar um segredo secular que pode afetar definitivamente várias "verdades" religiosas tidas como supremas.
O livro prima pela descrição minunciosa dos fatos históricos, bem como das obras de arte de Leonardo Da Vinci, principalmente a Monalisa e A Última Ceia, bem como a própria descrição física do Museu do Louvre. O autor soube ressaltar esses pontos tão fundamentais pra história sem ser cansativo, muito pelo contrário, cada novo detalhe revelado atiça ainda mais nossa antenção..
Os capítulos são curtos, e parando em momentos em que algo está pra ser decidido ou está para ocorrer, bem ao estilo das novelas da TV, mas com um ritmo mais dinâmico. Apesar das mais de 400 páginas, quase toda a história do livro se passa num período de 24 horas, aproximadamente. Assim, se pode ter uma idéia da quantidade de informações inseridas em suas páginas. Há muita referencia às tradições antigas de louvor ao sagrado feminino, a época de Jesus Cristo, o império de Constantino, Cavaleiros Templários (que foi onde a história foi mais....adaptada...heheheh) e sobre o contexto em que foram feitas as obras de Da Vinci (envolvendo sociedades secretas e mensagens ocultas). O tema principal do livro, na verdade, é a busca pelo Santo Graal, item muito recorrente das histórias do Rei Arthur, mas analisada por um ângulo que, pelo menos para mim, é totalmente inédito e, por isso mesmo, bastante polêmico. Tanto que as visitas no Museu do Louvre e na Igreja de Saint Sulpice aumentaram muito depois de publicado o livro.
Pode se dizer que os personagens são apenas veículos para as observações históricas e teóricas do autor. Este, por sinal, não assume uma opinião fixa sobre a Igreja Católica. Ao mesmo tempo em que acusa os séculos de domínio dos Papas no mundo cristão, ele isenta os atuais ocupantes do Vaticano de serem culpados de algo, ou por terem a opinião que tem hoje sobre as questoes da fé. Tipo, não podia ignorar as milhares de mulheres queimadas como bruxas em séculos passados, mas também não pode deixar de afirmar que no Vaticano existem pessoas de muito boa índole. Meio em cima do muro, não?
Os enigmas até que são bem bolados, não sendo muito dificil acompanhar o raciocínio dos personagens. E, por causa disso, o ultimo enigma causa um certo descontentamento, em parte por não ser revelado na íntegra pra quem está lendo (apenas depois que quase todo o caso está resolvido) e, também, por ser o mais óbvio do livro todo, causando estranheza a atitude dos personagens em relação a isso. Apesar do enigma ser apenas mostrado depois que a história se resolve, no final das contas a coisa toda fica meio forçada, na minha opinião.
Mesmo com esses contratempos, O Código Da Vinci é, até agora, o melhor livro que li esse ano, contendo muita informação interessante e uma história verdadeiramente cativante. Leitura recomendada.
Algumas curiosidades:
# A Opus Dei é uma instituição religiosa ligada á Igreja Católica que realmente existe, e que tem um papel fundamental na história do livro. Apesar deles não darem tanto destaque assim pro livro de Dan Brown, obviamente eles nao gostaram da forma como foram retratados. Eis o link pra página deles no Brasil: http://www.opusdei.org.br/.
Clique aqui pra ler a opinião deles sobre o livro.
# Tem havido uma espécie de peregrinação ao Museu do Louvre, com pessoas tentando "decifrar o Código Da Vinci". O número de turistas no local, principalmente com o livro debaixo do braço, aumentou consideravelmente. Clique aqui para ler a matéria;
# Pra quem quer saber mais sobre a Seqüência de Fibonacci, número Phi e suas utilizações, basta clicar nos links a seguir (P.S.: se você odiar Matemática, é melhor nem clicar, isso é coisa pra quem tem uma certa curiosidade ou gosta mesmo, como eu - até certo ponto, hehehe).
http://pessoal.sercomtel.com.br/matematica/alegria/fibon/seqfib1.htm
http://pessoal.sercomtel.com.br/matematica/alegria/fibon/seqfib2.htm
# E pra comprar o livro? Clique aqui e compre no Submarino (e nao façam como eu,q ue paguei quase o dobro do preço....).
# Por ultimo, porém não menos importante, por que não fazer uma visita virtual ao Museu do Louvre? Creio que a única coisa que não achei por lá foi o quadro "A Ultima Ceia", mas todas as outras citações estão presentes. Basta clicar no link a seguir. Adianto que o site se torna bem mais interessante se você tiver instalado em seu micro o Quicktime 5 ou superior:
http://www.louvre.fr/espanol.htm (link em espanhol, pra facilitar a compreensão).
Publicado por Morpheus®
em 01:19 Comente aqui: .
Quarta-feira, Setembro 08, 2004
Pessoas Invisiveis
Esta é uma matéria relativamente antiga, e que teve até que um certo destaque na imprensa durante o ano passado, e que vale a pena ser relida. Fala um pouco sobre essas pessoas que estão o tempo todo ao nosso redor e que, por força do hábito ou por alguma estranha razão, somos compelidos a normalmente ignora-las. Garis, lavadeiras, empregadas e pessoas que trabalham em funções de baixa qualificação profissional praticamente tem suas opiniões proferidas no vazio, pois são vistas mais como objetos do que como pessoas.
Um tema interessante que revela muito da natureza humana, principalmente no meio urbano. Link abaixo:
http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT764232-1664,00.html
Publicado por Morpheus®
em 00:21 Comente aqui: .
Depois de morcegos...
...o novo alvo de Mr. Ozzy Osborne são os sapos!
hehehe
Publicado por Morpheus®
em 00:10 Comente aqui: .
Quinta-feira, Setembro 02, 2004
Terminei e comecei....
Terminei de ler As Mentiras que os Homens Contam, de Luis Fernando Veríssimo. Leitura rápida e rasteira, o livro contém vários contos do famoso autor de O Analista de Bagé, mostrando em sua maioria os diversos aspectos do relacionamento Homem/Mulher, sempre pela visão masculina da coisa.Nem todos os contos tem graça, ou mesmo fazem algum sentido aparente - pelo menos não para mim - mas pra quem quer uma leitura descontraida e descompromissada, sem grandes expectativas, o livro é um bom passatempo.
E comecei a ler o famoso O Código Da Vinci, de Dan Brown. Estive viajando ontem e, na rodoviária, vi esse livro numa prateleira e acabei comprando (e me arrependendo hj, pois lá eu paguei 39,90 reais e, no Submarino, o mesmo livro custa 22 reais - é mole?). Quando dizem que esse é um daqueles livros que você não consegue mais parar de ler, realmente não estavam brincando. Tenho a impressão que as mais de 400 páginas desse livro vao parecer poucas ao terminar.
A história começa com o assassinato do curador do Museu do Louvre, em Paris, dentro do próprio museu. Tudo leva a crer que, por trás desse crime, existe uma conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. E o tal segredo envolve temas tão misteriosos quanto obscuros, como o sorriso da Mona Lisa e o significado do Santo Graal.
O livro me prendeu logo em suas primeiras páginas, ainda mais que o tal mistério envolve alguns conceitos matemáticos - como a sequência de Fibonacci e o número PHI -, coisa que, como professor de Matemática que sou, não poderia de julgar curioso. E também uma análise bem incomum das obras de Leonardo da Vinci, o que tem despertado nas pessoas uma grande curiosidade histórica e, por si só, já vale a leitura do livro. Creio que não demorarei muito a le-lo, e espero que a história continue interessante como tem sido até agora.
Publicado por Morpheus®
em 01:46 Comente aqui: .
|